Vice assume função de para-raios de Juvenal contra a oposição

Julio Casares, vice-presidente de comunicações e marketing do São Paulo, foi o homem que ganhou anuência da diretoria tricolor para se tornar o para-raios das críticas da oposição ao presidente Juvenal Juvêncio. Adiscussão com Marco Aurélio Cunha no último domingo, no programa Mesa Redonda, da TV Gazeta, deixou ainda mais evidente uma estratégia que já vinha sendo percebida nos bastidores do clube.

“Tinha consenso entre nós de que precisava ter uma defesa da gestão. Ficava só o Marco Aurélio falando. Teve uma aceitação da diretoria, do Juvenal, para eu falar. A gente está defendendo a gestão e rechaçando as críticas. A oposição gosta de inventar. É uma gestão vitoriosa, o clube cresceu em todos os seguimentos”, afirmou Casares ao UOL Esporte.

Na visão da cúpula tricolor, Casares é o nome indicado para aparecer publicamente em embates mais vigorosos com a oposição, tanto por ter penetração na imprensa quanto por não ser uma pessoa desprestigiada com a torcida – foi o conselheiro mais bem votado pelos sócios na última eleição. Dessa forma, o presidente Juvenal Juvêncio não pode ser acusado de omissão sobre as críticas dirigidas a sua gestão.

Marco Aurélio Cunha acredita que a chegada de Casares, também pré-candidato ao pleito tricolor, à linha de frente da corrida eleitoral, é uma forma de tentar desqualificá-lo, sem que o ônus de uma possível “baixaria” na discussão possa recair sobre Juvenal.

“Não vejo nenhum problema nisso. Ele busca ser candidato se alterando nas argumentações e não vai conseguir, pois as nossas são consistentes. Existe a critica ao futebol do São Paulo, e ele tenta atacar a mim pessoalmente como estratégia na tentativa de destruir o que eu conquistei. Não me incomodo com isso. Tento manter relações de alto nível. Minha história fala por si. Eu nada temo”, declarou o pré-candidato à presidência.

Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, vice-presidente do São Paulo, foi mais comedido ao falar sobre o tema, mas confirmou que Casares tem carta branca para falar em nome da atual gestão, da qual faz parte. Ele também afirmou que espera que o debate não descambe para acusações pessoais. Fato que ocorreu na última discussão entre Casares e Cunha na TV Gazeta, no domingo passado.

“O posicionamento tomado por ele de defender a gestão, não sei se tem outro apelo. O Casares tem anuência para falar sobre a gestão, mas essa não é uma leitura obrigatória. É uma posição dele. Estamos só no começo”, disse, referindo-se à corrida eleitoral nos bastidores do time do Morumbi.

A próxima eleição para presidente do São Paulo acontece em abril de 2014, mês em que se encerra o mandato de Juvenal Juvêncio. A situação acusa a oposição de antecipar a discussão sobre a sucessão. A brecha encontrada seria a crise em que o time se encontra. Os oposicionistas, no entanto, refutam a tese e dizem que a conjuntura do clube precisa ser discutida porque o Tricolor precisa de renovação.

Fonte: Uol

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