
Carlos Miguel Aidar, ainda que resista à pressão pela renúncia, está isolado. O pedido de demissão coletivo de diretores e vice-presidentes no início desta semana teve efeitos mais prejudiciais do que o imaginado pelo mandatário, que agora sofre para tentar reerguer os pilares de sua turbulenta administração. Entre os cartolas afastados, a distância para o presidente é cada vez maior e atinge desde os planos do que resta da base aliada até o futuro do departamento de futebol.
Entre os parceiros políticos de Aidar, havia um movimento para que fosse solicitado um período de licença na presidência. Assim, o vice geral assumiria o cargo até o fim do mandato em abril de 2017. A manobra evitaria que a oposição reagisse e chegasse ao poder por meio de novas eleições, como aconteceria em caso de renúncia ou impeachment – nesse caso, o presidente do Conselho Deliberativo, Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco, comandaria o clube por 30 dias.
O problema é que o posto de vice-presidente geral está vago, pois Julio Casares foi um dos cartolas que pediram demissão na última terça-feira e que oficializaram a saída, de fato – alguns permanecem no Morumbi por questões políticas ou de funcionamento do clube, mesmo após o anúncio do afastamento. Além disso, Casares confidenciou a pessoas próximas que se reaproximar da diretoria está fora de cogitação no momento.
O distanciamento do dirigente também atrapalha os planos de Aidar para a vice-presidência de futebol. O mandatário convidou o empresário, que está em viagem de trabalho, para assumir a vaga deixada por Ataíde Gil Guerreiro e não deve aceitar a oferta. Procurado pela reportagem, Casares apenas disse estar com a agenda cheia e que retornaria a São Paulo nesta sexta-feira.
Fonte: Lance
Nota do PP: Postei a matéria para dar sequência ao assunto, mas GARANTO que Júlio Casares, Douglas Schwartzmann e Antonio Donizete Gonçalves, ex-vice-presidentes Social, de Marketing e Esportes Amadores, respectivamente, voltarão a compor a diretoria. Fazem parte do esquema Aidar.
CADEIA NELE!