Sem Michel, Bauza tenta apagar “dependências” herdadas de 2015

O técnico Edgardo Bauza não ficou alheio ao momento turbulento que vive o São Paulo em 2016 e resolveu promover algumas mudanças na equipe titular. Neste domingo, às 17h (de Brasília), contra o Rio Claro, no estádio do Pacaembu, tanto ele quanto todo o elenco sabem que as atenções estarão voltadas para o zagueiro Diego Lugano. Na cabeça do treinador, porém, a principal ideia é ver como o time atua sem o meia Michel Bastos, uma das “dependências” herdadas por ele.

A nomenclatura é usada internamente desde a temporada passada, quando os diversos treinadores que passaram pelo clube tinham seguramente dois pontos em comum: todos consideravam Michel Bastos e Paulo Henrique Ganso nomes insubstituíveis no elenco, mesmo com o desempenho do Tricolor sendo fraco frente ao alto investimento realizado nos atletas.

Assustado pelo alto número de gols levados no ano anterior e buscando um comprometimento maior de todos os atletas na marcação, Patón já havia deixado claro a todos que não considera ninguém no atual elenco um jogador tão superior aos outros. “É possível jogar sem nenhum dos titulares. Ninguém é indispensável. O indispensável é o time. Para isso está aí o time”, avaliou ao responder questionamento sobre Ganso.

Michel, por sua vez, foi elogiado pela boa capacidade de finalização e ganhou moral recebendo inclusive a braçadeira de capitão nos primeiros jogos. As polêmicas com a torcida e membros da diretoria, no entanto, acenderam um “sinal de alerta” na cabeça do comandante, que se viu obrigado a buscar alternativas para o, até então, líder dentro de campo.

“Eu acredito que nós, dentro de campo, já conseguimos manter a organização a todo momento, sem deixar muitos espaços ao adversário. Esse era o meu primeiro objetivo e estou feliz com a compactação da equipe. Agora precisamos da parte mais difícil: fazer gols. Para que isso aconteça, temos de ser inventivos à frente, criativos. É isso que buscarei”, prometeu Patón.

As opções dele para substituir Michel ficam por conta de Rogério, xodó dos torcedores, Kelvin, recém-contratado, e até Wesley, que já atuou aberto pelas pontas na vitória sobre o Universidad César Vallejo, quando deu novo ritmo ao ataque. A descoberta de novas opções, na cabeça de Bauza, é essencial para que, além de organizada, a equipe consiga ser mais produtiva ofensivamente.

A ideia dele é aproveitar a sequência de embates do Estadual, que terá quatro partidas além da deste domingo, para chegar com tudo ao duelo ante o River Plate, no dia 10 de março, pela segunda rodada da fase de grupos da Libertadores. Com a derrota por 1 a 0 para o Strongest, em casa, o confronto é visto como duelo direto para evitar uma eliminação precoce no torneio continental.

 

Fonte: Gazeta Esportiva

3 comentários em “Sem Michel, Bauza tenta apagar “dependências” herdadas de 2015

  1. O pior é dependencia de um jogador que desagrega a equipe, uma dependencia do mal, e nao do bem, esperamos que quem entrar no lugar dê conta do recado para o Michel ver que ele é um dos podre dessa equipe.

  2. Tem grande poder de finalização jogando pelo lado direito; pelo lado esquerdo, normalmente, perde este poder por falta de ângulo favorável. Então por que o treinador insiste em colocá-lo pela esquerda?

  3. Como Michel Bastos com grande capacidade de finalizacao, so se for ineficiente pq faz poucos gols e poucos vao ao gol, vimos isso nos jogos passado.
    Ganhou a braçadeira pq nao tem outro no time, o Ganso que poderia é devagar para isso, fica dificil, o Lugano vai pegar a braçadeira pela historia e no clube pela vontade um idolo, esperamos que ainda tenha futebol para nos ajudar pq é isso que precisamos de jogador que jogue bola de verdade.

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