Sem medo de desarmar e finalizar: as estatísticas do São Paulo de Aguirre

Foram apenas cinco jogos, todos por fases eliminatórias de Campeonato Paulista e Copa do Brasil, com três derrotas e duas vitórias. Mas as estatísticas apontam uma cara do São Paulo que o técnico Diego Aguirre está montando: um time com atitude para tentar desarmar e finalizar.

De acordo com os números do Footstats, o Tricolor do treinador uruguaio finalizou mais do que o adversário em quatro partidas. E também em apenas um dos compromissos o rival realizou um número maior de desarmes, indicando uma tendência da equipe.

A única vez que o São Paulo de Aguirre finalizou menos do que o oponente foi na derrota por 1 a 0 para o Corinthians, em Itaquera, pela semifinal do Campeonato Paulista. Esse apontamento deixa clara, contudo, a postura tricolor nos minutos finais daquele clássico, permanecendo no campo de defesa para proteger o goleiro Sidão e a vantagem adquirida com a vitória por 1 a 0 na ida, no Morumbi – o clube acabou eliminado nos pênaltis.

O São Paulo do substituto de Dorival Júnior só não teve, ao menos, o dobro das finalizações do adversário quando perdeu de Corinthians (7 a 17) e São Caetano (10 contra 8). No jogo de volta das quartas de final do Paulista, contra o São Caetano, no Morumbi, o time venceu por 2 a 0 finalizando mais do que o triplo de vezes do rival (19 contra 6) – veja abaixo os números de cada jogo da equipe com o recém-contratado técnico.

Desarmar muito também tende a ser uma característica com Aguirre. O único compromisso com desempenho inferior no quesito foi exatamente na estreia do técnico, perdendo por 1 a 0 para o São Caetano, no ABC, mas com curtíssima diferença (16 contra 17). Nas duas últimas partidas, com derrotas fora de casa para Corinthians e Atlético-PR, o Tricolor teve mais do que o dobro de desarmes – 32 contra 13 e 16 contra 7, respectivamente.

Na análise separada de outros critérios, o São Paulo de Aguirre não teve maior posse de bola do que os adversários em duas partidas, exatamente as duas diante do Corinthians, pelas semifinais do Paulista.: 43% na vitória por 1 a 0, no Morumbi, e 33% na derrota por 1 a 0, em Itaquera.

Confira abaixo as estatísticas do Footstats de cada um dos cinco jogos do São Paulo sob o comando de Diego Aguirre (em negrito, os números do Tricolor):

São Caetano 1 x 0 São Paulo
Posse de bola 38% x 62%
Finalizações 8 x 10
Finalizações no gol 4 x 3
Finalizações para fora 4 x 7
Desarmes 17 x 16
Passes certos 239 x 406
Passes errados 34 x 38
Cruzamentos certos 2 x 5
Cruzamentos errados 16 x 24

São Paulo 2 x 0 São Caetano
Posse de bola 60% x 40%
Finalizações 19 x 6
Finalizações no gol 6 x 0
Finalizações para fora 13 x 6
Desarmes 20 x 18
Passes certos 384 x 233
Passes errados 58 x 39
Cruzamentos certos 7 x 0
Cruzamentos errados 24 x 19

São Paulo 1 x 0 Corinthians
Posse de bola 43% x 57%
Finalizações 12 x 5
Finalizações no gol 3 x 2
Finalizações para fora 9 x 3
Desarmes 18 x 15
Passes certos 245 x 546
Passes errados 31 x 39
Cruzamentos certos 5 x 1
Cruzamentos errados 23 x 22

Corinthians (5) 1 x 0 (4) São Paulo
Posse de bola 67% x 33%
Finalizações 17 x 7
Finalizações no gol 2 x 3
Finalizações para fora 15 x 4
Desarmes 13 x 32
Passes certos 594 x 176
Passes errados 43 x 40
Cruzamentos certos 6 x 0
Cruzamentos errados 39 x 10

Atlético-PR 2 x 1 São Paulo
Posse de bola 46% x 54%
Finalizações 8 x 16
Finalizações no gol 3 x 2
Finalizações para fora 5 x 14
Desarmes 7 x 16
Passes certos 452 x 437
Passes errados 35 x 41
Cruzamentos certos 6 x 1
Cruzamentos errados 12 x 18

 

Fonte: Lance

3 comentários em “Sem medo de desarmar e finalizar: as estatísticas do São Paulo de Aguirre

  1. Atualmente seria interessante também colocar nas estatísticas os números de lances polêmicos que um time leva vantagem.

  2. Essas estatísticas são perfumarias para tecnico dar desculpa em final de jogo. O que vale mesmo é pontos ganhos e fim de papo.

    • É o que eu também acho. No futebol, aprendi desde muito cedo, que a ÚNICA estatística que vale mesmo, é a quantidade de bola na caçapa do adversário. De resto, me faz lembrar aquela máxima do Prof. Delfim Neto, ao abordar a razoabilidade da média e da estatística: “se uma pessoa mantiver a cabeça no freezer e os pés dentro do forno, a temperatura média do corpo será boa, mas as extremidades sofrerão prá caramba!”

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