São Paulo quer que jogadores se machuquem menos e joguem melhor

Nessas duas próximas semanas em que o Campeonato Brasileiro ficará interrompido em razão da data Fifa, alguns novos processos vão se intensificar no São Paulo. Eles têm a ver com a preparação da equipe no dia a dia e fazem parte do trabalho de Altamiro Bottino, coordenador científico que trabalha no clube desde o início de agosto.

Depois de uma avaliação inicial, mais dois profissionais das categorias de base, em Cotia, foram integrados à comissão técnica da equipe principal, no CT da Barra Funda: o preparador físico Henrique Martins e o fisiologista Renan Dias. Eles iniciaram o trabalho há mais de uma semana.

O primeiro vai se dedicar quase exclusivamente à área de força, trabalhando muito mais dentro do Reffis, nos aparelhos de musculação, do que no campo, onde Celso Rezende e Pedro Campos atuam. O segundo vai permitir que as informações colhidas durante os treinamentos sejam usadas em tempo real, e não mais apenas no dia seguinte.

Até então, o fisiologista Marco Aurélio Melo ficava no computador colhendo dados passados pelos GPs usados pelos jogadores. Bottino, num processo similar ao que havia feito quando chegou ao Palmeiras, pediu que outro fisiologista fizesse isso para que Melo pudesse passar as informações a Dorival Júnior e seus auxiliares durante os treinos.

Que informações são essas?

A ideia é, cada vez mais, individualizar os processos. A cada jogador será atribuída uma carga a ser alcançada durante a semana, dividida em cada dia. Por exemplo: Fulano terá que atingir nível X na quarta-feira, Y na quinta e Z na sexta.

É por isso que, nos treinos das últimas semanas, alguns atletas participaram por mais tempo do que outros. Houve quem parasse antes, quem ficasse mais tempo em campo. Tudo faz parte de atingir a marca determinada previamente.

Dorival orienta jogadores em treino do São Paulo (Foto: Érico Leonan / saopaulofc.net)

Dorival orienta jogadores em treino do São Paulo (Foto: Érico Leonan / saopaulofc.net)

Também se iniciaram avaliações antes e depois dos treinos, para medir cansaço, força e outros índices importantes para se determinar os trabalhos seguintes. Elas são feitas à base de saltos.

O objetivo de todo esse trabalho, cada vez mais integrado entre todas as áreas da comissão técnica, é preparar melhor cada jogador, reduzindo o risco de lesão e potencializando o seu desempenho para chegar no auge físico e técnico nos dias de jogos.

Fonte: Globo Esporte

3 comentários em “São Paulo quer que jogadores se machuquem menos e joguem melhor

  1. Paulo RP
    Nao vai pensar que e’ cola do seu comentario,
    alias, primeiro coloco meu pensamento depois leio.
    E’ isso mesmo o profissionalismo acabou quando acabaram com os campos de varzea, praia e periferia e entraram as *escolinhas* de futebor. kkkkkk
    ???Quem precisa aprender a jogar futebol ????
    Esta no gene de cada individuo, essas escolinhas e mais os kartolas e empresarios acabaram com nosso rico futebol tupinikin. Ja era, e acabaram tambem com nosso SAMPAULO FC. ao ao ao segunda divisao.
    Te cuida durival, a ponte vem ai, amarelo di mierda tambem.

  2. E’ por essa tecnologia de hoje que temos jogadores podres, amarelos e sem raca.
    Antes era na pura fisica do dia a dia para todos sem individualizar,
    e todos corriam ate nao dar mais, e com muita raca.
    A tecnologia esta acabando com esses amarelos e
    nos levando a B.
    Acordem diretoria traveka enquanto e’ tempo,
    esse durival vai ficar duas semanas trabalhando o emocional kkkkkkk
    segunda divisao ao ao ao
    vao todos pra pqp

  3. Legal era quando se corria em volta do campo, fazia polichinelos, dava piques curtos e fazia alguns coletivos durante a semana para preparar o time. Daí era talento puro: técnica e vontade. Só jogava futebol profissionalmente quem tinha tudo isto. Hoje o mais importante é um bom físico. Sabendo o que é uma bola, qualquer jovem forte fisicamente tem condições de se profissionalizar. Por isso a importância dos treinadores. Antigamente se conhecia o melhor em cada posição e o trenero só distribuía as camisa; hoje o treinador tem que entender do que faz porque o futebol deixou de ser mágico para ser matemático: cheio de figuras e posições…

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