As 25 primeiras rodadas de Brasileirão no ano passado resultaram na queda do técnico Hernán Crespo no comando do São Paulo. Neste ano, Rogério Ceni atinge o mesmo aproveitamento do argentino e volta a conviver com um “fantasma” na competição, às vésperas da semana mais importante da temporada com duas decisões de mata-mata.
Em 25 jogos de Brasileiro, o São Paulo comandado pelo ídolo soma 30 pontos, com seis vitórias. O número é semelhante ao de Crespo na temporada passada justamente no momento da saída do argentino, que acabou deixando o clube e dando lugar ao próprio Ceni.
Diante deste cenário negativo, técnico e jogadores começam o primeiro de dois dias de trabalho antes do duelo contra o Atlético-GO, quinta-feira, tratado como principal partida da equipe na temporada. O elenco se reapresenta nesta terça com os jogadores que estiveram na Arena Pantanal no empate com o Cuiabá.
O Tricolor precisa de uma vitória por três gols de diferença diante dos goianos para reverter a desvantagem de 3 a 1 e ir à final da Sul-Americana.
Ao mesmo tempo, o time divide a atenção ao repetir pelo segundo ano seguido uma campanha ruim no Brasileirão.
Ir mal no Brasileirão contrasta com o objetivo inicial do clube, que, na projeção orçamentária, colocava a briga pelo G-6 como base para a campanha.
No ano passado, Ceni não conseguiu transformar a campanha de Crespo em algo acima da simples briga contra o rebaixamento. O alívio veio somente na penúltima rodada, com vitória sobre o Juventude.
Agora, em 2022, o São Paulo sequer pode direcionar todo o foco no Brasileirão, já que tem a prioridade na Sul-Americana. Situação, porém, que pode mudar em uma semana.
O São Paulo está cinco pontos acima do Coritiba, primeiro time dentro da zona de rebaixamento (30 a 25).
No fim de semana, sob a consequência da decisão contra o Atlético-GO, o Tricolor recebe o Corinthians, no Morumbi, buscando reagir no Brasileirão. O time soma apenas uma vitória nos últimos dez jogos pela competição.
O contexto no Brasileirão não ajuda em nada o São Paulo às vésperas do decisivo confronto diante do Atlético-GO.
Desde o ano em que a troca da diretoria fez ruir todo trabalho do Diniz à frente do SPaulo, reafirmo que, times como o SPaulo, há muito sem ganhar nenhum título importante, que, de repente, briga por dois campeonatos, ou ganha os dois ou perde os dois.
Neste ano, quando vi a moleja que seria a copa sul-americana, achei que isto poderia ser mudado.
Ledo engano.
Depois da “sapatada” contra o Flamengo em pleno Morumbí, deu a lógica: outra “sapatada” em Goiania.
Com o time completamente sem moral, como está, acho dificílimo reverter o resultado no Morumbi.
“Ah, o curintia o fez!”
É verdade. Mas comparem os times e pensem a respeito. . .