Rotina de Lúcio no São Paulo tem isolamento, obediência e esperança

São 13h30 de uma terça-feira e o zagueiro Lúcio, 35 anos, pentacampeão mundial em 2002, chega para treinar no CT do São Paulo na Barra Funda. Abre a porta do motorista de seu carro, recebe das mãos da esposa um estojo com itens de necessidade pessoal e segue para o vestiário. A mulher assume o volante e vai embora com o carro. O local está vazio, pois o elenco são-paulino treinou pela manhã. Lúcio troca a camiseta polo e a calça jeans pelo uniforme de treino. Vai correr sozinho pelo campo.

Essa tem sido a rotina de Lúcio no São Paulo. Afastado a pedido do técnico Paulo Autuori, o jogador não tem tido contato com os outros atletas. Treina em períodos alternados: se o time trabalha pela manhã, ele treina à tarde, e vice-versa. Isolamento que completa um mês nesta semana e que pode permanecer por apenas mais alguns dias.

Lúcio não será reintegrado. O São Paulo aguarda o zagueiro para rescindir o contrato. A diretoria tentará encerrar o vínculo de forma amigável para reduzir os custos, pois hoje o clube teria de desembolsar mais de R$ 3,5 milhões para demiti-lo.

Autuori não teve uma discussão pontual com Lúcio. Simplesmente percebeu em conversas e pequenos desentendimentos que o jogador tinha um perfil que não lhe agrada. Quem vive o dia a dia do clube, no CT, afirma que o afastamento do zagueiro foi uma das principais iniciativas do treinador para reconstruir o bom ambiente de trabalho, que herdou despedaçado do ex-técnico Ney Franco e do ex-diretor de futebol Adalberto Baptista.

A diretoria diz não ter quaisquer reclamações sobre a postura de Lúcio após o afastamento. Segundo dirigentes, o zagueiro tem cumprido os horários com pontualidade e postura profissional. Não reclama, nem cria problemas. Segue o cronograma proposto pela comissão técnica em isolamento. Mesmo com a definição de Autuori, clube e estafe do jogador dizem que Lúcio ainda tem esperança de ser reintegrado.

Quando chega ao CT, Lúcio causa apreensão nos funcionários que trabalham no corpo de segurança do clube. As fotos estão proibidas. Lúcio também tem evitado problemas. Passa rápido pela portaria, não conversa com jornalistas e diz que não dará entrevistas enquanto a situação no clube estiver indefinida.

Com dez jogos pelo clube no Brasileirão, Lúcio não pode jogar a competição por outro clube. Neste sábado, a janela europeia de transferências  fecha, da mesma forma que se encerram as possibilidades do São Paulo receber ofertas pelo jogador. Mas ele não quer deixar o Brasil. Após 12 anos na Europa, conseguiu readaptar a família à vida na capital paulista, e não aceitará propostas de fora. Nas próximas semanas, a rescisão – amigável ou não – deve se concretizar. E Lúcio deverá buscar outro clube para atuar em São Paulo.

 

Fonte: Uol

Um comentário em “Rotina de Lúcio no São Paulo tem isolamento, obediência e esperança

  1. Aqui se faz aqui se paga, diz o velho ditado, Lucio está pagando, o dia do clube mais corrupto do mundo e de seu ilustre avalista, com certeza chegará, o avalista já teve câncer, falta apenas o Ministério Público Federal diagnosticar o clube.

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