
O São Paulo completará em dezembro sete anos sem títulos. O último foi a Sul-Americana, em 2012. Em meio à fila, diversos jogadores passaram pelo Morumbi sem conquistar nada e se tornaram campeões em outros clubes.
O caso mais recente é o do zagueiro Rodrigo Caio, do Flamengo. Ele conquistou a Libertadores e o Campeonato Brasileiro no último final de semana. Na campanha da Sul-Americana de 2012, o jogador foi utilizado apenas uma vez, na segunda fase.
Outro exemplo é o técnico Rogério Ceni. O ex-goleiro participou da última conquista são-paulina, em 2012, se aposentou em 2015 e iniciou a carreira de treinador no próprio São Paulo, em 2017. No Fortaleza, ele ganhou três troféus como comandante.
- Titulares: Rogério Ceni; Douglas (depois Osvaldo), Paulo Miranda, Rafael Toloi, Rhodolfo e Cortez; Wellington, Denilson e Jadson; Lucas e Willian José.
- Reservas: Denis, Edson Silva, Douglas, Maicon, Ganso, Cícero e Ademilson. Téc.: Ney Franco.
Do elenco citado acima, nenhum mais pertence ao São Paulo, mas a maioria conquistou títulos após deixar o Tricolor. São os casos de Douglas, Paulo Miranda, Rodolpho, Cortez, Wellington, Jadson, Maicon, Cícero e Denis.
Abaixo, o Globo Esporte lista jogadores (e um treinador) que passaram pelo São Paulo a partir do ano da conquista da Sul-Americana, deixaram o clube sem títulos e vieram a ser campeões por outros clubes. Aqueles que estiveram na final de 2012 não entram na contagem.
Rodrigo Caio
A estreia do zagueiro nos profissionais do São Paulo aconteceu em 2011, mas foi em 2012 que ele se consolidou na equipe. Na Sul-americana, no entanto, ele disputou apenas uma partida, na segunda fase, em vitória contra o Bahia, por 2 a 0. Ele atuou apenas 45 minutos.
O sucesso de Rodrigo Caio, porém, aconteceu mesmo no Flamengo. Após sete anos sem um título de maior expressão, o zagueiro se transferiu para o Flamengo no início deste ano e já foi campeão do Campeonato Carioca, do Brasileirão e da Libertadores. Em todas as competições ele foi titular absoluto. Rodrigo Caio ainda irá disputar o Mundial de Clubes, em dezembro.
Fernandinho
O atacante chegou ao São Paulo no início de 2010 e ficou até julho de 2012, ano da conquista da Sul-Americana. Ele não atuou em nenhuma partida do torneio, mas fez parte daquele elenco vencedor. Sem nenhum título com a camisa do Tricolor, veio a ser campeão da Libertadores com o Grêmio, em 2017.
Buffarini
O lateral argentino atuou pelo São paulo de 2016 a 2017, mas não levantou nenhum troféu neste período. Antes de chegar ao clube brasileiro, ele havia sido campeão da Libertadores pelo San Lorenzo, em 2014, e do Campeonato Argentino, em 2013. Após deixar o Tricolor paulista, foi campeão argentino e da Supercopa da Argentina pelo Boca Juniors.
Lucas Pratto
Contratado em 2017 como esperança de gols para o São Paulo, o atacante não conseguiu viver seu melhor momento no clube e foi negociado no ano seguinte com o River Plate sem nenhum título conquistado.
Na equipe argentina vem acumulando conquistas. Em 2018 conquistou a Supercopa Argentina e a Libertadores. Neste último, fez gol na final sobre o Boca Juniors, maior rival. Em 2019, faturou o título da Recopa Sul-Americana.
Gilberto
O atacante teve passagem pelo time do Morumbi em 2017, mas também saiu sem levantar troféu. Depois disso, ele conquistou o Campeonato Baiano pelo Bahia, nesta temporada.
Aloísio
O atacante criou uma boa relação com a torcida do São Paulo em sua passagem pelo clube em 2013. Mas foram mais pelos 21 gols e pela vontade demonstrada em campo do que pelas conquistas em si. Aloísio não foi campeão pelo Tricolor, e após se transferir para o Shandong Luneng, da China, foi campeão da Copa da China, em 2014, e da Supercopa da China, em 2015.
Maicon
O zagueiro se tornou um símbolo do time do São Paulo de 2016, que chegou à semifinal da Libertadores daquele ano. Com estilo aguerrido e de raça, Maicon recebeu o apelido de “God of Zaga” (Deus da zaga, na tradução para o português), mas essa repentina idolatria foi construída sem nenhuma conquista dentro de campo.
No ano seguinte se transferiu para o Galatasary, onde conquistou o Campeonato Turco. Na temporada 2018/19, defendeu o Al-Nassr, dos Arábia Saudita, e também foi campeão nacional.
Petros
Em um ano de São Paulo (meio de 2017 até o meio de 2018), viveu altos e baixos e chegou até a ser capitão da equipe. A sua maior conquista foi ajudar o clube na luta contra o rebaixamento em 2017. Atualmente companheiro de Maicon no Al-Nassr, foi campeão do Campeonato Saudita.
Centurión
Em uma passagem conturbada pelo São Paulo de 2015 a 2016, acumulou mais polêmicas do que glórias. Nos anos seguintes, conseguiu títulos nacionais importantes por outros clubes: pelo Boca Juniors foi campeão argentino em 2017, logo após deixar o Tricolor paulista. Pelo Racing, também foi campeão argentino na temporada 2018/19.
Shaylon
Emprestado pelo São Paulo ao Bahia nesta temporada, o meia conquistou o Campeonato Baiano em poucos meses de clube e sendo um dos principais nomes da campanha. Em dois anos de profissional do São Paulo não conseguiu se firmar. Em enquete realizada pelo Globo Esporte para saber qual jogador emprestado a torcida queria de volta em 2020, Shaylon teve mais votos.
Rogério Ceni – técnico
Incontestável como jogador e um dos maiores vencedores da história do São Paulo, Rogério Ceni recebeu sua primeira chance como treinador no próprio São Paulo, para a temporada 2017. Após resultados não satisfatórios, foi demitido sem conquistar nenhum título.
A matéria não condiz com a realidade acerca da passagem do Lucas Pratto pelo São Paulo.
Ele veio quase no meio da temporada, em um time horrível montado pelo Leco (que novidade), que brigou contra o rebaixamento, e ele se matava em campo pelo time. Ao final da temporada, cobrou profissionalismo e um planejamento decente da diretoria para o ano seguinte, e o Leco o vendeu. Sorte a dele, que até fez gol contra o Boca na final da libertadores em 2018.
A gente poderia fazer o teste de colocar o Leco em outro clube, e o Raí em outro mais e ver se eles conseguem ser campeões né? Só pra tirar essa dúvida.
Sensacional
Ainda não entendo pq a torcida tem tanta raiva do RCaio.
Foi titular e campeão, mas ainda dizem que ele não é bom. Se não fosse bom não seria titular com um técnico exigente como o Jesus…
Que seja vendido pra Europa por uma quantia alta, já que o SP ainda tem uma participação prevista e contrato.
Ele não passa de um jogador normal, era supervalorizado no São Paulo. o Time do Flamengo tem dois laterais top, Gerson que ta jogando demais, Arrascaeta, Everton Ribeiro e Bruno Henrique que estão jogando demais, e o Gabriel que cheira gol.
Nessa merda que está o time do São Paulo, ou qualquer outro time, Inter, Corinthians, Atlético MG… ele seria só mais um.
Tem os pachecos que não tem a Europa como parâmetro, mas se analisarmos o time titular do Flamengo, Só o Nutela, Arão e Everton Ribeiro não jogaram por lá.
Não tem segredo, o Militão com 6 meses de São Paulo, foi para o Porto, com 6 meses de Porto, está no Real Madrid.
Rodrigo Caio mesmo sendo convocado para a seleção não conseguiu ser vendido para um clube médio da Europa.
Não se esqueça que ele iniciou muito mal no Flamengo, inclusive falhando grotescamente, quando passar esta fase iluminada do time, tudo volta ao normal.
Gabigol seria mais um no SP.
Bruno Henrique seria mais um no SP.
Daniel Alves é só mais um no SP.
Futebol é coletivo, os 11 perdem juntos e ganham juntos.
O Militao que vc comparou é um excelente jogador, no SP era só mais um. Ele estava no time que quase foi rebaixado também.
E o Militao, esse sim foi um fdp. Saiu quase de graça do SP.
Concordo com vc.
Militão no São estava arrebentando, por isso despertou interesse do Porto. Quando ele saiu o São Paulo estava em primeiro no brasileiro de 2018, esqueceu? Se fosse só esse “mais um” não teria em um ano a condição de titular do Real Madrid.
Time muito bom faz jogador normal se dar bem que é o caso do Nutella no Flamengo. Time ruim afunda jogador mediano, que é o caso do São Paulo.
Rodrigo Caio so foi campeao pq o time do flamengo é muito bom e um treinador tb muito bom.