Quarteto cumpre papel, mostra efetividade e faz São Paulo arrancar

Paulo Henrique GansoKaká, Alan Kardec e Alexandro Pato. O São Paulo precisou abrir os cofres para montar o seu ataque estrelado – que ainda tem Luis Fabiano, afastado da equipe por lesão. A aposta nesses jogadores gerou desconfiança até mesmo no banco tricolor. O próprio técnico Muricy Ramalho apontava a dificuldade de colocar os quatro juntos, por causa da preocupação com uma possível queda no poder de marcação do time.

Mas o quadrado ofensivo tricolor respondeu ao receio do treinador com muita efetividade e se tornou a chave da recuperação do clube no Campeonato Brasileiro, colocando o São Paulo na vice-liderança do torneio, com 32 pontos, sete a menos do que o Cruzeiro.

Desde a estreia de Kaká, na derrota para o Goiás, pela 12ª rodada, todos os dez gols anotados pela equipe no campeonato nacional saíram dos pés de um desses quatro atletas. Mais: desde que o quarteto se tornou titular, o São Paulo tem 100% de aproveitamento no campeonato – Ganso, Kaká, Kardec e Pato respondem por 85% das finalizações são-paulinas na série de triunfos.

A primeira vez que os quatro começaram juntos foi contra o Vitória, no último dia 10, e o 3 a 1, com dois gols de Pato e um de Kardec, parece ter convencido Muricy a manter a formação. Na sequência, vitória sobre o Palmeiras por 2 a 1 (Pato e Kardec), 1 a 0 no Internacional (Ganso), 2 a 1 no Santos (Ganso e Pato) e o segundo lugar no Brasileiro. Nesse período, pela Copa do Brasil, o São Paulo foi eliminado pelo  Bragantino sem poder contar com Kardec, que já havia disputado o torneio pelo Palmeiras, e Kaká.

O temor de Muricy impediu a formação que hoje é elogiada na partida contra os goianos. Pato, criticado por não colaborar no combate ao adversário, começou entre os reservas o jogo que marcou a volta de Kaká ao Brasil. O meia, de cara, marcou seu gol, mas não conseguiu evitar o revés por 2 a 1. Depois, foi uma lesão de Kaká que impediu o torcedor de finalmente ver as estrelas juntas em campo. Em casa, Alan Kardec marcou no empate em 1 a 1 com o Criciúma.

Apesar do poder de decisão desses jogadores, é a colaboração deles quando o time não tem a posse de bola que tem feito Muricy sorrir.

– Está todo mundo lutando. Kaká, com a idade e experiência que tem, um dos melhores do mundo, correr o que ele corre, faz o outro correr também. Pato está se entregando muito. E ele sabe que só assim vai jogar aqui. Não falo o que eles têm de fazer com a bola, mas sem a bola, se não ajudarem, fica difícil – afirma o treinador.

Apontado como o destaque do São Paulo nesta ascensão, Ganso concorda com o comandante.

– Não é só o meu melhor momento, mas o de toda equipe, que está se encaixando. Eu, Kaká, Pato e Kardec estamos nos dedicando muito na marcação. Falar para os quatro jogarem é até bobeira, então temos de nos concentrar na marcação.

AJUDA DE TRÁS

Muricy exige empenho de seus quatro atletas mais ofensivos na marcação, mas também montou um esquema defensivo para suportar o quarteto atacante. E cita o volante Denilson como um dos pilares de sua formação.

– Os outros que estão vindo por trás estão trabalhando muito para o pessoal da frente. O que está jogando o Denilson é brincadeira. É um time mesmo.

O técnico, entretanto, tem problemas para as próximas partidas. O quadrado que fez o São Paulo subir deverá ser desfeito contra o Criciúma, na quinta-feira, pela Copa Sul-Americana. Desgastado, Kaká deve ser poupado. Depois, contra o Figueirense, domingo, pelo Brasileiro, a dificuldade aumenta: suspensos, Ganso e Pato não jogam em Santa Catarina. Resta saber qual será o impacto destes desfalques na ascensão tricolor.

Fonte: Globo Esporte

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