O presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, barrou a votação do pagamento de uma comissão de R$ 18,3 milhões para a empresa intermediária no acordo com a Under Armour, nova fornecedora de material esportivo, na reunião da última terça-feira à noite, no Morumbi. Antes do encontro, aquestão dividia opiniões entre situação e oposição.
Leco alegou falta de documentos e desconfiança generalizada do órgão para tomar essa decisão. Agora, um grupo será criado especialmente para colher mais informações sobre o contrato entre Tricolor e a Far East Global, intermediária com sede em Hong Kong.
– Votamos os outros contratos e foram aprovados, inclusive o da Under Armour. Não foi votado o acordo com a Far East. Declarei que não estava devidamente aparelhado e documentado e retirei. Contra a vontade de muita gente, especialmente do presidente (Carlos Miguel Aidar, presente na reunião e que se recusou a dar entrevistas antes do encontro), mas retirei porque não havia condições de votar – afirmou Leco.
– Agora eles precisam ver o que vão fazer. Não sabemos quem é a empresa do outro lado, a assinatura é um rabisco ilegível. Não há identificação. É uma empresa em Hong Kong. Tem toda cara de ser uma offshore, um paraíso fiscal. Não sou eu (que estou desconfiando), há uma desconfiança generalizada – completou o presidente do Conselho.
Antes da reunião, o vice-presidente de marketing do São Paulo, Douglas Schwartzmann, defendeu o pagamento como normal, dizendo que o repasse de 15% ao intermediário é praxe. Ele identificou o agente responsável por trazer o acordo ao clube como “Jack” (americano).
Por outro lado, o conselheiro José Francisco Manssur, um dos representantes da oposição, questionou os serviços da empresa para receber uma comissão desse montante, dizendo que precisaria “trabalhar por cinco gerações” para ganhar o mesmo valor.
Segundo Leco, os demais contratos de patrocínio acertados com Gatorade (expõe a marca nas mídias sociais por R$ 2 milhões anuais), Copa Airlines (publicidade no estádio e em outras áreas por R$ 4 milhões) e a própria Under Armour foram aprovados.
Fonte: Globo Esporte
Caro Paulo
Vou reproduzir o que falei na reunião do Conselho de fevereiro ultimo, sobre este assunto.
Pagar comissão para prospecção de negócios é normal, não só no mundo futebol. No entanto quando se trata de Material Esportivo, existe 5 ou 6 grandes marcas no MUNDO.
Se 1 Diretor do SPFC ligar para o Presidente ou Gestor de qualquer uma destas empresas, ele atenderá em no máximo 5 segundos. A INCOMPETÊNCIA desta Diretoria, para não dizer outra coisa,faz com que achem “normal” o pagamento de tal comissão.
Perfeito, Edson.
Essa porcentagem é “normal” eu cansei de escutar isso, não acho nem um pouco normal. 18 Milhões para o que? ir na empresa e saber se eles querem ou não ser fornecedores do tricolor? o nosso departamento de marketing ta fazendo o que? jogando paciência? Essa diretoria está indo de mal a pior, e a oposição idem.
Meu Deus…. dá pra pagar um ano de custo de um jogador top.