Preleção de Ceni deixou de mencionar aposentadoria há um mês

O goleiro Rogério Ceni deixou de recorrer à aposentadoria como tema de suas preleções nos jogos do São Paulo. Em ao menos oito dos últimos nove jogos disputados – os bastidores do clássico de domingo contra o Santos ainda não foram divulgados -, ele não fez qualquer referência ao assunto na última conversa com os companheiros antes de subir ao gramado.

“Ele não conversa muito com a gente sobre parar ou não”, disse o volante Hudson, na segunda-feira, após a vitória em Cuiabá.

A última vez em que o jogador de 41 anos mencionou com convicção que encerraria a carreira foi em 22 de outubro, antes do empate sem gol contra a Chapecoense, em Santa Catarina.

“Faltam poucas páginas para a gente escrever o último livro deste ano da gente. O meu último livro, mas o primeiro de muitos, a metade da vida de alguns”, discursou. “Faltam nove (jogos) no Brasileiro e, Deus queira, mais seis (pela Copa Sul-americana). Faltam 15 para ele ir embora, para eu ir embora, para aparecer alguém novo”, continuou, mais tarde, referindo-se também a Kaká, cujo contrato de empréstimo se encerra em dezembro.

Agora, restam apenas duas rodadas no Brasileiro e, no máximo, três partidas pela Copa Sul-americana – na quarta-feira, o São Paulo decide contra o colombiano Atlético Nacional uma vaga na decisão do torneio continental. Há quem desconfie que Ceni seguirá em atividade em 2015. Dentre eles, Muricy Ramalho, o primeiro a levantar essa suspeita com alguma consistência. “A gente acha que vai ser difícil ele parar nesse nível, mas ele é que tem que definir”, opinou o treinador, pouco mais de uma semana atrás.

Pessoas próximas contam que o jogador está mesmo dividido entre parar por cima ou disputar mais uma vez a Copa Libertadores, cuja vaga foi garantida de forma antecipada no último fim de semana. Nas preleções mais recentes, em vez de citar a aposentadoria, ele tem enfatizado a confiança e chance de ser campeão sul-americano.

“É um dos caras que mais querem esse título. Estamos assumindo essa responsabilidade junto com ele. Vai ser um titulo importante não só para ele como para todos”, destacou Hudson, que escreve seu primeiro livro com a camisa do São Paulo neste ano.

 

Fonte: Gazeta Esportiva

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