Em 2016, Mano Menezes “bateu na trave” de ser do São Paulo

Uma semana afastou a grande possibilidade de Mano Menezes ser técnico do São Paulo no ano passado. Hoje ele está no Cruzeiro, rival desta quinta-feira, pela Copa do Brasil.

Tudo aconteceu em julho…

No dia 21 daquele mês, o então treinador tricolor Edgardo Bauza avisou à diretoria que viajaria para uma reunião com o comando da AFA (Associação de Futebol Argentino). Era, basicamente, uma entrevista de emprego. O Patón era um dos candidatos a assumir a seleção de seu país, diante da dificuldade dos dirigentes em contratar nomes de maior peso.

O departamento de futebol do São Paulo não queria a saída de Bauza, por entender que interromper o trabalho do técnico, que, apesar de atuações ruins e um número excessivo de derrotas, havia chegado à semifinal da Libertadores, não teria um bom efeito no Campeonato Brasileiro.

O dilema, então, era: se adiantar à decisão da AFA e contratar um novo treinador ou apostar no insucesso da negociação da federação com Bauza, e na sua consequente permanência?

O Tricolor tentou se preparar para os dois cenários e fez contato inicial com alguns possíveis substitutos. Um deles foi Mano Menezes, que no início de junho havia deixado o Shandong Luneng, da China.

Mano era o preferido de uma ala da diretoria, embora encontrasse forte rejeição em outros focos no Morumbi, por conta de sua ligação com o Corinthians (foram duas passagens) e por um histórico de declarações mal recebidas no São Paulo, em torno da rivalidade dos clubes.

Mas o então diretor executivo Gustavo Vieira de Oliveira chegou a convencer alguns companheiros de que Mano era o mais competente e conseguiria entregar atributos que o time precisava naquele momento: equilíbrio, compactação, entre outros. O São Paulo havia perdido seus principais jogadores, Ganso e Calleri, e chegou a correr risco de rebaixamento no Campeonato Brasileiro.

Só que no dia 25 de julho, o Cruzeiro demitiu o português Paulo Bento, de resultados ruins, e abriu a porta para o retorno de Mano, que, em dezembro de 2015, havia abandonado o clube depois de apenas três meses de trabalho por conta da milionária proposta dos chineses.

Isso criou uma espécie de “dívida” e tornou a negociação da volta muito rápida. No dia 26, um dia depois, já havia o acerto entre Mano e o Cruzeiro. Na época, dirigentes do São Paulo ficaram com a impressão de que Paulo Bento só foi demitido porque a diretoria da Raposa percebeu o movimento da iminente saída de Bauza e da provável ida de Mano ao Morumbi. Foi uma antecipação de movimento para garantir o substituto que era desejado.

No São Paulo, até hoje, dizem que Mano “bateu na trave”, pois o contato inicial foi positivo.

No dia 1º de agosto, Bauza acabou oficializando sua ida para a seleção argentina, e duas semanas depois o Tricolor anunciou Ricardo Gomes para o seu lugar. No fim de novembro, ele deixaria o clube para a chegada de Rogério Ceni.

Outro entendimento comum no São Paulo é que seria mais difícil trocar Mano por Ceni. De uma certa forma, o “desacerto” de julho de 2016 colaborou para que hoje o ídolo estivesse à frente da equipe.

Fonte: Globo Esporte

3 comentários em “Em 2016, Mano Menezes “bateu na trave” de ser do São Paulo

  1. Ótimo treinador, fez sempre bons trabalhos onde passou, não entendo essa rejeição idiota, talvez criada pelo traste do Juvenal que elevoua soberba do SPFC e por isso estamos pagando até hj.

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