Por que SP vendeu Morato mesmo com promessa de manter jovens da base

O São Paulo acertou a venda de Morato para o Benfica, de Portugal, por 6 milhões de euros (R$ 27,4 milhões), com a possibilidade de ganhar mais R$ 4,58 milhões caso o zagueiro alcance algumas metas estipuladas. O Tricolor paulista ainda tem direito a 15% sobre futuras vendas. O negócio não chamou a atenção só pelas cifras — por se tratar de um jogador que jamais disputou uma partida pelo profissional —, mas também por ir contra a promessa do departamento de futebol do clube de não negociar os seus jovens talentos das categorias de base.

Um motivo que fez com que o garoto, de 18 anos, fosse liberado para fechar a transação foi a questão financeira. O Tricolor paulista não vive um momento tão positivo em relação as suas contas. O São Paulo chegou até a atrasar o pagamento de direitos de imagens de jogadores neste ano e precisou contrair R$ 37 milhões em empréstimos bancários. Por isso, era necessário reforçar o seu caixa.

A opção mais lógica segundo a diretoria era negociar Arboleda. O equatoriano já demonstrou o interesse de atuar na Europa e chegou a ser discutida a possibilidade de ele ser negociado durante viagem do executivo de futebol Raí e do gerente de futebol Alexandre Pássaro em julho, para a Europa. As propostas não chegaram perto do valor desejado pelo São Paulo. Na época, o clube também não cogitava negociar os seus jovens e chegou a recusar ofertas por Antony.

Em discussão interna nas últimas semanas sobre o elenco e como o Tricolor deveria se portar no fechamento da janela de transferência para os grandes centros internacionais, o departamento de futebol chegou a conclusão então de que seria mais interessante negociar os atletas que são pouco utilizados — mesmo que eles fossem jovens revelados pelas categorias de base. Assim, o time poderá se manter forte na disputa do Campeonato Brasileiro.

Desta maneira, o clube pôde liberar Morato, já que Cuca ainda contava com Bruno Alves, Anderson Martins, Arboleda e Walce para o setor. De quebra, o São Paulo ainda trabalha para negociar outros jogadores que são pouco utilizados ou estão fora dos planos, como foi o caso do empréstimo de Júnior Tavares para a Portimonense, de Portugal, para aliviar a sua folha salarial.

 

Fonte: Uol

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