Oposição retira candidatura à presidência do SP para barrar obra no Morumbi

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A oposição decidiu retirar a candidatura à presidência do São Paulo. A eleição seria realizada nesta quarta-feira, mas uma manobra política levou Kalil Rocha Abdalla a desistir do pleito. Com isso, a não ser que aconteça uma reviravolta até a realização da votação, Carlos Miguel Aidar será aclamado novo mandatário do clube.

A decisão da oposição é uma tentativa de minar pela segunda vez a votação de um projeto para reforma do estádio do Morumbi. A decisão sobre essa obra também está marcada para esta quarta-feira, mas precisa de 75% dos conselheiros presentes para ser colocada efetivamente em pauta.

Com a desistência, a ideia da oposição é que a reunião desta quarta-feira não tenha um mínimo de 75% dos conselheiros. A ideia dos oposicionistas é ir até o Morumbi, mas não entrar na sala.

A vitória de Carlos Miguel Aidar no pleito desta quarta-feira já era dada como certa. No sábado, o indicado por Juvenal Juvêncio teve ligeira vantagem na eleição de conselheiros – conseguiu 49 nomes contra 31 de Abdalla.

Os conselheiros são os responsáveis pela eleição presidencial. Por isso, a expectativa da situação era vencer o pleito desta quarta-feira com até 30 votos de diferença (eles projetavam triunfo por 130 a 100).

O resultado da eleição de sábado dividiu em dois focos a atenção da oposição. Kalil Rocha Abdalla concentrou-se na votação da provedoria da Irmandade de Santa Casa de Misericórdia de São Paulo – o pleito foi realizado nesta quarta-feira, e ele foi mantido no cargo.

Além disso, o candidato e a cúpula oposicionista tiveram de decidir o que fazer sobre a reunião de conselho marcada para esta quarta-feira. A votação da cobertura do Morumbi foi marcada para o mesmo dia da escolha presidencial atendendo a uma ideia de Aidar, justamente para evitar um boicote.

A agenda desagradou a oposição porque faria com que conselheiros recém-eleitos tivessem de participar da votação. O projeto de reforma do Morumbi tem custo previsto de R$ 460 milhões e inclui cobertura e construção de uma arena para shows.

Para a obra ser votada, é necessário que 177 conselheiros estejam presentes na reunião desta quarta-feira. A ideia da oposição é impedir que o evento chegue a esse número.

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