Nos dez últimos jogos, São Paulo tem disparado melhor defesa e melhor ataque do Brasil

 

A arrancada do São Paulo rumo ao G-4 do Brasileiro não é animadora apenas pelo futebol apresentado em campo. Os números das últimas dez partidas das 20 equipes que disputam a Série A mostram que o técnico Ney Franco foi o que melhor conseguiu calibrar suas engrenagens.

O clube do Morumbi tem, disparadamente, a melhor defesa e o melhor ataque do Brasil quando contados apenas os últimos dez jogos de cada equipe presente no Brasileirão (incluindo nessa conta duelos da Copa Sul-Americana).

A defesa formada por Rogério Ceni, Paulo Miranda, Rafael Toloi, Rhodolfo e Cortez sofreu apenas quatro gols em seus últimos dez confrontos. As outras equipes menos vazadas do Brasileirão neste período – Grêmio, Coritiba e Flamengo – tomaram o dobro disso (veja abaixo).

MELHORES DEFESAS*

TIME GOLS SOFRIDOS
São Paulo 4
Náutico 7
Grêmio, Coritiba e Flamengo 8
Corinthians e Portuguesa 10
*Dez últimos jogos

Na outra ponta da formação, o ataque encabeçado por Luís Fabiano, Lucas e Osvaldo balançou a rede nada menos do que 21 vezes nos dez últimos jogos. Abaixo deles, os adversários mais efetivos no período – Fluminense, Atlético-MG, Corinthians e Flamengo – marcaram quatro gols a menos que o ataque são-paulino.

Segundo os jogadores, a disparada do desempenho ofensivo e defensivo tem relação com o fato de eles terem assimilado (com alguma demora, é verdade) a filosofia de Ney Franco.

O treinador, em cujo histórico se destaca a capacidade de montar times de natureza agressiva, conseguiu também consertar a retaguarda tricolor, principalmente com a improvisação do zagueiro Paulo Miranda na lateral direita.

“O Ney tem uma grande parcela na evolução da equipe, é a mentalidade dele”, admitiu o meio-campista Jadson, a figura mais assídua no time titular desde o começo da temporada.

MELHORES ATAQUES*

TIME GOLS FEITOS
São Paulo 21
Fluminense, Atlético-MG, Corinthians e Flamengo 16
Santos e Sport 15
Grêmio e Botafogo 14
*Dez últimos jogos

“Foi difícil no começo até engrenar a equipe, tentar entender o método dele. Mas o tempo foi passando, e os jogadores que estavam machucados voltaram à equipe, o que ajudou bastante. A equipe cresceu, todo mundo entendeu, todo mundo se fechou para essa reta final, começou a jogar bem e ganhou confiança. Foi como um todo em que a equipe cresceu.”

Os frutos da evolução foram colhidos no Brasileiro: se antes o time e sua irregularidade pareciam fadados ao eterno quinto lugar, hoje o São Paulo figura como virtual classificado à Libertadores e real concorrente ao vice-campeonato (hoje está em quarto).

Mas foi na Copa Sul-Americana que o time traduziu sua evolução técnica e tática em números no placar. Após uma vitória tranquila fora de casa sobre o atual campeão do torneio, o tricolor jogou como que por música na partida de volta e aplicou uma sonora goleada na Universidad do Chile (5 a 0).

A evolução será testada novamente no domingo, quando os são-paulinos viajarão a Porto Alegre para um confronto direto com o Grêmio, terceiro colocado na tabela (uma posição acima do próprio São Paulo).

O discurso dos jogadores antes da partida está permeado do eterno otimismo boleiro (“Temos plenas condições de surpreender eles lá”, disse Jadson). Mas, dessa vez, ninguém que duvida que esse otimismo esteja amparado firmemente na realidade objetiva.

Fonte:Uol

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