Muricy defende zaga, mas foge das comparações com “paredão” de 2007

A defesa do São Paulo tem dado muita dor de cabeça ao técnico Muricy Ramalho. Ele muda as peças, modifica o esquema, mas não consegue encontrar uma maneira de proteger o setor, que tem um dos piores desempenhos da Série A, com 16 gols sofridos em 13 partidas. Mesmo assim, o treinador não se desespera, procura defender seus jogadores e diz que é questão de ajuste para tudo começar a funcionar.

– Os jogadores têm qualidade, o que falta às vezes é atenção. A gente treina, treina, na hora as coisas não funcionam, ninguém orienta em campo. Tem de falar. Isso é treinado. Nosso time é grande, não pode tomar tanto gol assim. Mas vamos trabalhar até arrumar – afirmou o treinador

Muricy foi questionado sobre o fato de normalmente comandar equipes que sofrem poucos gols. Ele até falou sobre o setor defensivo de 2007 que, no bicampeonato brasileiro, foi vazado apenas 19 vezes em 38 partidas. O time tinha André Dias, Alex Silva, Miranda e Breno como zagueiros.

– Muita coisa mudou de lá para cá. Era uma defesa sólida porque a característica do time era mais defensiva. Não era uma equipe brilhante na frente, mas que marcava muito desde o ataque. No futebol, a gente esquece e só lembra os quatro que jogam atrás. Mas a marcação tem de começar lá na frente. Nesse ano, o time é mais técnico e a defesa acaba sofrendo – explicou o treinador.

No time de 2007, além de zagueiros de ótima qualidade, Muricy Ramalho tinha dois volantes que priorizavam a marcação: Hernanes e Richarlyson.

– Naquela época, o lema do time era vamos fechar a casinha porque lá na frente a gente encontra um gol. Os nossos volantes hoje saem para o jogo. Vamos jogar com quatro peças ofensivas. Tudo isso deixa o time mais exposto, mas acho que organização e atenção, podemos arrumar as coisas – disse.

 

Fonte: Globo Esporte

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