Morre Cilinho, ex-técnico de São Paulo e Ponte Preta

Morreu nesta quinta-feira, em Campinas, o ex-técnico de futebol Otacílio Pires de Camargo, o Cilinho. Com passagens marcantes por Ponte Preta e São Paulo, onde comandou a geração apelidada de “Menudos do Morumbi”, ele também trabalhou em Corinthians, Santos, Portuguesa, Guarani, entre outros clubes.

Cilinho morreu em sua casa, em Campinas. Ele estava com 80 anos e, desde o ano passado, sofria com problemas de saúde – teve um AVC em abril de 2018, quando chegou a ficar dias internado no hospital da PUC-Campinas. A informação do falecimento foi confirmada pela Setec (Serviços Técnicos Gerais) de Campinas.

O ex-técnico nasceu em Campinas, no dia 9 de fevereiro de 1939, e começou a carreira como treinador aos 27 anos, na Ferroviária, de Araraquara. Três anos depois, teve a oportunidade de dirigir a Ponte Preta, em sua cidade-natal, e conquistou os primeiros destaques na profissão. Montou a base do time que seria campeão da Divisão de Acesso, hoje conhecida como Série A2, de 1969, e foi vice-campeão paulista em 1970.

O auge da carreira foi no São Paulo, onde chegou em 1984 e ajudou a construir o time que fez história no ano seguinte. Apelidado de “Menudos do Morumbi”, a geração de Silas, Pita, Muller, Careca e Sidney ganhou o Paulistão de 1985 e encantou o Brasil com um futebol ofensivo. No ano seguinte, já sem Cilinho, o Tricolor foi campeão brasileiro com Pepe. O treinador voltaria ao São Paulo para vencer mais um estadual, o de 1987.

O trabalho no São Paulo foi marcante a ponto de criar uma fama de Cilinho sempre trabalhar com jovens. Apesar do destaque na década de 1980, o técnico campineiro nunca teve a chance de dirigir a seleção brasileira, mesmo sendo cogitado para o cargo. A vida de Cilinho seguiu por outros caminhos.

Em 1989, comandou o Guarani, de onde saiu para ser vice-campeão paulista com o Corinthians, em 1991. Passou ainda por Portuguesa, Bragantino, XV de Jaú, São José e América-SP nos anos 90. Em 2011, voltou ao futebol para comandar o Rio Branco, mas a passagem pelo time de Americana durou poucos meses, até fevereiro de 2012, quando pediu demissão.

Nota do PP: um técnico que revolucionou o futebol do São Paulo Vivemos um momento de gigantismo com os pequenos Menudos do Morumbi. Descanse em paz, Cilinho.

10 comentários em “Morre Cilinho, ex-técnico de São Paulo e Ponte Preta”

  1. Que cagada do idiota que manipula o painel do Morumbi heim!!!!!!
    Colocou o Gugú acima na tela, ele que nem sabemos se era torcedor de algum time !!!
    O Cilinho foi e será sempre o grande símbolo da bandeira do São Paulo !!!!
    No proximo jogo o minimo é pedir desculpás a torcida que sempre vai ao Moumbí!!!!!!!!!!!!

  2. Parabéns a todos pelos belíssimos comentários.
    Saudades dessa época, porque Cilinho era um Mestre em trabalhar o psicológico e o tático dos jogadores.
    Treinava efetivamente o time e não enganava como a maioria dos técnicos atuais.
    Com ele dificilmente o São Paulo fazia duas partidas ruins. Procurava sempre montar o time de acordo com o adversário. Não era um técnico preso a um esquema só, por isso surpreendia muito nos clássicos.
    Dos anos 80 pra cá, Cilinho talvez só tenha sido superado no São Paulo por outro Mestre, o Mestre Telê. Mas deixou sua marca registrada: a de ter criado os “Menudos do Morumbi”.

  3. Nota do PP: um técnico que revolucionou o futebol do São Paulo Vivemos um momento de gigantismo com os pequenos Menudos do Morumbi. Descanse em paz, Cilinho.
    PP, assino embaixo sua nota

  4. Cilinho foi um dos melhores tecnicos que o São Pulo teve.
    Deixou otimas lembranças para a torcida que tem grande respeito por este nome.
    Hoje os jogadores deveriam se esforçar muito para ganhar contra o Vasco e
    dedicar a vitoria para o Cilinho!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    1 minuto de silencio é pouco para ele.
    Força para a familia. Meus sinceros pesames.
    Saudades.

  5. Notícia triste para todos os São-paulinos.

    Vibrei muito com os “Menudos do Morumbi”, que jogavam um futebol alegre e ofensivo, sem descuidar da retaguarda. Cilinho exigia muito da parte técnica de fundamentos de seus atletas. Sob sua orientação Muller desenvolveu a habilidade de atacante ambidestro.

    Se tivéssemos um Cilinho hoje, um jogador como Antony teria mais estímulo – e cobrança – para desenvolver seu potencial.

  6. Grande Cilinho. Tinha um tino especial para descobrir talentos. Não fosse ele, o Muller nunca teria sido o que foi, porque estava para ser dispensado do juvenil, e mediante o incomparável olho clínico do Cilinho, ele pulou a etapa do sub20, indo direto para a equipe profissional. Revelou craques como Dicá, meia da Ponte, como Neto no Guarani, como Silas, Muller, Sidney e Marcio Araujo no São Paulo. Sua forma de trabalhar fazia com que os jogadores o vissem como “paizão”. Costumava deixar bilhetes sob os travesseiros na concentração, para puxar a orelha ou mesmo incentivar os jogadores. Ensinou o Careca a bater na bola, fazendo com que ele treinasse com bola de borracha. Enfim, um grande treinador de futebol e um grande sujeito. Tive oportunidade de ouvir suas histórias deliciosas contadas em descontraídas rodas de papo. Ele partiu deixando para trás sua paixão pelos galos de briga. Que Deus o receba no reino dos justos… Cilinho, você merece

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