Melhorar ataque, acalmar política e títulos: o que o Tricolor quer de Ceni

A partir das 12 horas (de Brasília) desta terça-feira, no CCT da Barra Funda, Rogério Ceni fará sua apresentação oficial como novo técnico do São Paulo, com quem assinou contrato de dois anos. No clube pelo qual atuou por 23 anos como goleiro, o ídolo tricolor herdará objetivos que não foram alcançados por seus antecessores Edgardo Bauza e Ricardo Gomes.

Melhorar a eficiência do setor ofensivo são-paulino será um deles. A uma rodada para o término do Campeonato Brasileiro, o time do Morumbi representa o quinto pior ataque da competição, com 39 gols. Após as saídas de Jonathan Calleri, Alan Kardec e Paulo Henrique Ganso, a equipe escancarou muitas dificuldades em balançar as redes, mesmo com as chegadas de Andres Chavez, Gilberto e Robson.

Sem contar com grande aporte financeiro do clube para contratações, o ex-goleiro terá que juntamente com a diretoria de futebol ir atrás de reforços pontuais para a parte da frente da equipe – o clube pretende acertar ao menos com mais um centroavante. Wellington Nem, do Shakhtar Donetsk, chegou de empréstimo para o ano que vem e Ceni será incumbido de encontrar a melhor posição para o meia-atacante de 24 anos, que poderá fazer boa parceria com o peruano Christian Cueva no meio-campo.

Em meio a isso, Rogério dará continuidade ao processo de transição para o profissional de alguns jovens valores da base tricolor, como David Neres e Luiz Araújo, hoje titulares da equipe. Caso o clube não consiga trazer jogadores de renome, o ex-goleiro terá de dosar a pressão sobre os atletas mais novos.

Já o setor defensivo não deverá trazer tantas preocupações para Ceni. Apesar de Rodrigo Caio ter grandes chances de ser alvo dos clubes europeus durante a janela de transferências do início do ano, o zagueiro campeão olímpico deve ser procurado para ter seu contrato renovado, até porque o Tricolor almeja vendê-lo por um bom preço futuramente. Maicon, Wellington, João Schmidt e Thiago Mendes podem dar à defesa a segurança necessária para o início de trabalho do novo treinador.

Em seu ano de estreia na nova função, Rogério Ceni deve ser o elo entre a situação, liderada pelo presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, e a oposição dentro do clube. Embora esse não tenha sido o motivo principal de sua contratação, o campeão da Copa Libertadores e do Mundial de 2005 é consenso entre as duas partes e isso pode acalmar os ânimos nos bastidores do Morumbi.

Por fim, a principal meta: colocar o Tricolor novamente na rota dos títulos. O clube, que não levanta uma taça desde a Copa Sul-Americana de 2012, viu seus principais rivais serem campeões nos últimos anos. Como o São Paulo não se classificou para a Libertadores 2017, o time deve priorizar o Campeonato Paulista no primeiro semestre do ano que vem, podendo inclusive voltar a vencer o torneio depois de 12 anos. No âmbito nacional, o São Paulo também irá correr atrás do inédito título da Copa do Brasil e do Campeonato Brasileiro, competição que Ceni faturou em 2006, 2007 e 2008, como jogador.

 

Fonte: Gazeta Esportiva

Um comentário em “Melhorar ataque, acalmar política e títulos: o que o Tricolor quer de Ceni

  1. Como acalmar política com aquela carta de convocação dos sócios para votar o Estatuto, mal escrita por este Presidente incapaz.
    Enquanto ele não tiver coragem e reconhecer seus erros não terá apoio de ninguém a não ser de seus apadrinhados com carteirinhas.
    O que ele devia fazer hoje era vir a público se desculpar pela carta atacando a oposição, afinal um Presidente tem que ter atitudes democratas e não de autoritarismo como ele fez.

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