Leco detona ‘jogo sujo’ e Pimenta vibra com ressurgimento da oposição

Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, saiu vencedor de uma disputa eleitoral como há tempos não se via no São Paulo. Na noite desta terça, o atual mandatário se elegeu para um mandato que terá fim apenas em dezembro de 2020 ao superar José Eduardo Mesquita Pimenta por 124 a 101 votos. Mas, a apreensão não se deu apenas pela expectativa do resultado das urnas. O clima durante as campanhas, nos bastidores e até mesmo em meio ao pleito foi bastante pesado e de uma rivalidade escancarada.

“Me espantaram alguns métodos, algumas formas de fazer a campanha política, tão agressivamente, tão determinada a ganhar a qualquer preço. E quando eu digo isso, não estou fugindo daquilo que é a expressão da verdade. Todos os pacotes de bondades, empregos, cargos, dinheiros, tudo foi oferecido e não conseguíamos entender direito do porquê dessa obstinação pela luta pelo poder, que na verdade não se viu anteriormente no São Paulo”, reclamou Leco, em tom de desabafo após sua vitória.

“Agora realmente está tranquilo, mas vocês não imaginam o que foi esta campanha. Vimos coisas impensáveis, desconhecidas até hoje na história do São Paulo, por influências que não fizeram bem para nossa comunidade”, continuou.

Por outro lado, Pimenta, apesar de derrotado, deixou o salão nobre do Morumbi, de certa forma, fortalecido e comemorando. “Pelo menos a oposição ressurgiu”, disse, antes de refutar voltar à disputa nas próximas eleições. “Está longe, muito longe. Eu provavelmente vou participar do Conselho Administrativo, mas é só. Eu quis dar minha contribuição e quis voltar para ajudar o São Paulo a sair desse estágio que hoje se encontra, mas, não foi possível. Que ele (Leco) seja feliz. Vamos torcer pelo São Paulo”, concluiu.

Famoso por ter presidido o clube entre 1990 e 1994, período marcado por títulos históricos do Tricolor Paulista, Pimenta se retirou do Morumbi ovacionado por seus aliados e sob os gritos de “é campeão”.

Questionado sobre a possibilidade de receber os oposicionistas a partir de agora com o intuito de fortalecer o São Paulo, já que Pimenta prometera um aporte financeiro de R$ 100 milhões com a ajuda de um fundo de investimento, Leco respondeu em tom irônico.

“Ué, mas se a oposição tem a fórmula mágica do fundo de investimento basta me trazer. Tudo o que for bom para o São Paulo será bem recepcionado. Só que eu não acredito em milagres, não consigo vislumbrar a possibilidade de ter o tal fundo de investimento da forma como isso foi apregoado. Estou aberto a qualquer ideia que possa ser boa para a instituição”, avisou Leco, que tem como objetivo encurtar uma dívida que hoje é de R$ 285 milhões.

Não é segredo para ninguém que Pimenta se fortaleceu durante a corrida eleitoral graças ao apoio do empresário Abílio Diniz, o mesmo que ajudou Leco a vencer Newton Ferreira, o Newton do Chapéu, em 2015, na eleição para o ‘mandato tampão’, depois da renúncia de Carlos Miguel Aidar. À época, Diniz teria investido até R$ 180 mil para financiar a campanha de Leco. Xerox de cheques e depósitos bancários foram distribuídos nessa terça em forma de panfletos em uma tentativa de desmoralizar a candidatura do atual mandatário.

“Encarei e consegui superar muitos dos problemas que vinham com toda aquela situação. Hoje tenho a consciência de estar mais seguro, mais experiente, mais conhecedor do São Paulo. E ganhar da forma como ganhei e de todas as pessoas de quem eu ganhei me dão um sabor excepcional”, comemorou Leco, em um dos poucos momentos que deixou a vibração pela conquista se sobressair à irritação pela forma como tudo ocorreu.

 

Fonte: Gazeta Esportiva

7 comentários em “Leco detona ‘jogo sujo’ e Pimenta vibra com ressurgimento da oposição

  1. Fernando.

    Conheço o Leandro Alvarenga desde criança quando tinha seus 10 anos de idade frequenta a social do São Paulo desde esta época e sempre foi um Sãopaulino nato toda a família dele.

  2. Palmeirenses, Santistas e Corinthianos são conselheiros que votaram no Leco.

    Procure saber Paulo Pontes, são todos frequentadores do social e viraram conselheiros se insistir alguém dá os nomes, eles vivem das doações de camisas, almoços e carteirinhas na social para seus filhos e demais familiares.
    A maioria são oriundos do futebol social.

  3. Mesmo nesse sistema pouco democrático em que 240 cidadãos representam milhões de torcedores e associados, é muito importante a existência de uma oposição bem organizada. Não uma vendável, que em troca de ingressos, viagens e cargos subalternos que inflam alguns egos, deixam de exercer o nobre exercício de ser oposição à diretoria atual e não ao clube São Paulo. É ela, oposição, que fiscaliza os negócios nem sempre transparentes, realizados pela situação!!!

  4. Paulo, cá para nós – acho até que você sabe – infelizmente existem outros conselheiros que já professaram outra fé futebolística. Portanto e mal comparando, são uma espécie de “cristãos novos”… tricolores!

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