Herói em 2005, Ceni vê retorno ao Mundial como uma tarefa distante

Talvez o principal personagem do São Paulo notítulo do Mundial de Clubes de 2005, Rogério Ceni reconhece que será difícil a equipe voltar tão cedo a disputá-lo. O goleiro que foi eleito o melhor jogador daquela edição do torneio põe em dúvida até mesmo a vaga para a próxima edição da Copa Libertadores.

“Estamos tentando reconstruir essa história, mas temos um longo caminho pela frente. Temos primeiramente que buscar essa vaga, que não é uma tarefa muito fácil, ao que tudo indica, pelo que produzimos até agora”, disse o jogador, no lançamento de Soberano 2, documentário que retrata o feito de sete anos atrás.

Na final contra o Liverpool, vencida por 1 a 0 com gol de Mineiro, Ceni fez defesas espetaculares – os três gols sofridos foram anulados corretamente pelo árbitro assistente – e se destacou. Para melhorar, balançou a rede uma vez na vitória por 3 a 2 sobre o Al Ittihad, na semifinal.

Djalma Vassão/Gazeta Press

Ao lado de Ceni, Denilson esteve naquele Mundial, mas não chegou a entrar em campo no Japão

Essa história é lembrada no longa de 90 minutos, com depoimento do goleiro, e contrasta com os últimos anos do São Paulo. Sem vencer um título desde que foi campeão brasileiro em 2008, nesta temporada o time nem sequer disputou a Libertadores, conquistada pelo rival Corinthians, adversário de domingo pelo Campeonato Brasileiro.

 

Com campanha instável e ocupando a oitava colocação, seis pontos abaixo do grupo dos quatro primeiros (região que classifica para o principal torneio continental), a equipe aposta principalmente na Copa Sul-americana para voltar à Libertadores. Para isso, no entanto, precisa do título, tendo se classificado na terça-feira para as oitavas de final.

“A gente pode evoluir até o fim do ano e, de uma maneira ou outra, conseguir essa vaga. Para chegar em uma situação como essa (ser campeão mundial), tem que formar um time com pessoas com o mesmo objetivo, que se dediquem com grupo. É uma coisa que tem ser construída a partir do ano que vem”, falou.

Do grupo atual, apenas Denilson era seu companheiro em 2005. Então com 17 anos, o volante viajou ao Japão, porém não chegou a entrar em campo em nenhuma das duas partidas. O contrato de Ceni com o clube do Morumbi vai até o fim da temporada. O camisa 1 tricolor, que completará 40 anos em janeiro de 2013, diz ainda não ter pensado na aposentadoria.

Fonte: Gazeta Esportiva

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