Fim do Morumbis: SP encerra conversas por renovação de naming rights

O São Paulo encerrou as conversas com a Mondelez pela renovação do contrato de naming rights do Morumbis, apurou o UOL.

Fim do Morumbis
O vínculo com a dona da marca de chocolates Bis termina em dezembro deste ano. A palavra de diversos interlocutores é que o clube ainda ‘patina’ no mercado em busca de uma substituta.

A tendência é que o novo patrocinador seja definido após as eleições da primeira quinzena de dezembro, pelo novo presidente eleito. Marcelo Portugal Gouvêa é o nome da oposição, enquanto Vinicius de Medeiros deve ser o da situação — o UOL ouviu de fontes próximas que ambos já buscam alternativas no mercado.

As negociações entre São Paulo e Mondelez já enfrentavam dificuldades desde 2025. No fim do ano passado, o clube planejava retomar as conversas no início de 2026 e chegou a trabalhar com a possibilidade de estender o vínculo até o centenário tricolor, em 2030.

A tentativa de renovação, porém, não avançou. Em março, o UOL revelou que dirigentes e pessoas ligadas à cúpula são-paulina já consideravam improvável a continuidade da parceria. Na ocasião, reuniões entre o então diretor de marketing Eduardo Toni e representantes da empresa terminaram sem avanços significativos.

Entre os fatores que dificultaram as tratativas estavam a disparada do preço do cacau, que afetou a capacidade de investimento da holding ligada à Lacta, e o aumento da concorrência no mercado esportivo, especialmente com a presença das casas de apostas no futebol brasileiro.

O contrato atual foi assinado no fim de 2023 e tem valor estimado em R$ 75 milhões, com receita anual de aproximadamente R$ 25 milhões para o São Paulo.

O São Paulo também procurou alternativas no mercado para negociar os naming rights do estádio. Uma das principais possibilidades discutidas foi a BYD, montadora chinesa que chegou a conversar com o clube sobre a mudança do nome para MorumBYD.

Em maio, o UOL revelou que o Tricolor aguardava uma resposta da empresa a uma proposta de quase R$ 60 milhões por ano, em um contrato mais longo, que ia além do centenário do clube. As tratativas, contudo, esfriaram em meio ao processo de impeachment do ex-presidente Julio Casares.

O clube também sondou outras empresas. A reportagem mostrou em setembro: conversas com XP, Banco Inter e Santander também não avançaram.

 

Fonte: Uol

 

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