Expressinho ganha do Botafogo na estreia do Brasileiro

O São Paulo precisou de seus reservas para quebrar um tabu que já durava 13 partidas: o de vencer fora de casa. Na manhã deste domingo, o Tricolor visitou o Botafogo, no estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, e bateu o time mandante por 1 a 0, com gol do jovem Lucas Fernandes, o primeiro dele como profissional, em duelo válido pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro.

Esta foi a primeira vitória do clube do Morumbi como visitante sob o comando do argentino Edgardo Bauza, que acumulava cinco derrotas e oito empates nessa condição em 2016. O último triunfo da equipe paulista longe de seus domínios havia ocorrido em dezembro, no 1 a 0 sobre o Goiás, pela última rodada do Brasileirão do ano passado.

Com o resultado, o Tricolor se coloca no bolo de equipes, por enquanto seis, que saíram vitoriosas em suas estreias pela principal competição nacional – o Palmeiras lidera momentaneamente devido ao saldo de gols (4).

Agora, o São Paulo pode correr atrás de seus principal objetivo na temporada: a Copa Libertadores da América. Na próxima quarta-feira, os tricolores farão o jogo de volta contra o Atlético-MG, pelas quartas de final, em Belo Horizonte, precisando apenas de um empate para seguir adiante no torneio continental.

Pelo Brasileirão, o hexacampeão volta a campo só no próximo domingo, quando receberá o Internacional, às 16 horas, no Morumbi, caso o estádio seja liberado pela Polícia Militar do estado de São Paulo. O Botafogo, por sua vez, buscará a recuperação no mesmo dia, mas às 18h30, na Ilha do Retiro, contra o Sport. Antes, porém, o Glorioso recebe o Juazeirense, pelo jogo de volta da segunda fase da Copa do Brasil, na quinta-feira, às 21h30, no Los Larios.

Quem não faz, toma

Exercendo pressão nos primeiros instantes da partida, o time da casa quase abriu o placar aos cinco minutos. Lucão, improvisado de volante, vacilou, perdeu a bola para Fernandes, que deixou Ribamar na cara do gol. O atacante, porém, desequilibrou-se e chutou caindo, à direita de Renan Ribeiro.

Mais organizado em campo, o Botafogo continuou sufocando os reservas tricolores, que não marcavam bem. O garoto Banguelê, estreante no time profissional, logo cometeu falta dura no lateral esquerdo Victor Luis e recebeu cartão amarelo. Os mandantes chegariam mais duas vezes com perigo antes de receber um castigo aos 21 minutos.

Alan Kardec foi empurrado por Renan Fonseca na entrada da área. Na cobrança da falta, o meia Lucas Fernandes bateu com categoria, no canto esquerdo do goleiro Helton Leite, que não alcançou. Foi o primeiro gol do garoto como profissional do São Paulo, fato que o levou às lágrimas durante a comemoração.

O tento deu ânimo ao então apagado Tricolor, que quase chegou ao segundo, logo em seguida, após bom cruzamento de Fernandes para Kardec. O centroavante, no entanto, não conseguiu o cabeceio.

Fechado com oito atrás e esperando as oportunidades de contra-ataque, os visitantes tiveram outra boa chance de ampliar: aos 27, Centurión recebeu de Matheus Reis, pedalou pela esquerda e cruzou para Alan Kardec, que se antecipou bem ao goleiro, mas cabeceou por cima do gol.

Depois da parada técnica, realizada aos 30 minutos, o Tricolor pareceu ter escutado bem as orientações de Edgardo Bauza e voltou melhor para o restante da primeira etapa. O time paulista passou a trocar mais passes e organizar melhor os contra-ataques. No entanto, as melhores chances foram do Botafogo, com Ribamar, que logo após ser advertido com cartão amarelo por falta em Lugano, e Luis Ricardo, ambos detidos por Renan Ribeiro.

Pressão alvinegra contida pelo Tricolor

O Botafogo voltou a campo para o segundo tempo com uma alteração: Neilton, com dores no tornozelo, deu lugar a Sassá. A equipe carioca tentou repetir aquilo que fez nos primeiros minutos do primeiro tempo – pressionar -, mas não obteve a mesma intensidade e o São Paulo, bem posicionado, conseguia cadenciar o jogo.

O Alvinegro só chegou com perigo aos 11, quando Leandrinho pegou rebote de chute de Bruno Silva. O meio-campista, porém, mandou a bola para longe da meta são-paulina. Em seguida, o Tricolor respondeu com um belo lance de Centurión, que aplicou sequência de dribles e levou trombada de Emerson Silva, mas o árbitro não marcou a falta existente.

Aos poucos, no entanto, o Tricolor foi recuando e perdendo terreno para o Botafogo. Como consequência, o Glorioso começou a chegar mais perto do gol de Renan. Ao notar a iminência do perigo, o Patón colocou, aos 20, Thiago Mendes no lugar do pendurado Banguelê com o intuito de dar mais consistência ao meio-campo são-paulino.

Ricardo Gomes, então, promoveu as entradas dos atacantes Salgueiro e do estreante Anderson Aquino na busca pelo empate. Aos 26, quase o time carioca consegue seu objetivo: Sassá toma a bola de Lyanco, avança pela direita e finaliza com força, mas na rede pelo lado de fora.

Nos últimos 15 minutos de jogo, os mandantes ocuparam o campo de defesa são-paulino, mas, sem objetividade, tiveram dificuldades na criação de jogadas. O time paulista soube se segurar nos instantes finais e após uma boa troca de passes, Centurión fez o segundo, de cabeça, mas o bandeirinha errou ao sinalizar o impedimento inexistente do argentino. Sorte dele que o placar não foi alterado até os 50 minutos da etapa decisiva.

FICHA TÉCNICA

BOTAFOGO-RJ 0 X 1 SÃO PAULO

Local: Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda (RJ)
Data: 15 de maio de 2016, domingo
Horário: 11h00 (de Brasília)
Árbitro: Braulio da Silva Machado (SC)
Assistentes: Neuza Ines Back (Fifa-SC) e Helton Nunes (SC)
Público:
Renda:
Cartões amarelos: Banguelê, Wilder, Matheus Reis, Lucas Fernandes e Thiago Mendes (São Paulo); Leandrinho (Botafogo)
Cartão vermelho:

GOLS: 
São Paulo:
Lucas Fernandes, aos 21 minutos do 1º tempo

BOTAFOGO-RJ:  Helton Leite; Luis Ricardo, Renan Fonseca, Emerson Silva, Victor Luis; Rodrigo Lindoso, Bruno Silva (Salgueiro), Fernandes e Leandrinho (Anderson Aquino); Neilton (Sassá) e Ribamar
Técnico: Ricardo Gomes

SÃO PAULO: Renan Ribeiro, Auro, Diego Lugano, Lyanco e Matheus Reis; Lucão, Banguelê (Thiago Mendes), Lucas Fernandes (Rogério), Wilder (Kelvin) e Centurión; Alan Kardec
Técnico: Edgardo Bauza

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