Espelho e parceiro de Ceni, Muricy vive overdose de São Paulo

Muricy Ramalho está viciado no São Paulo. O técnico disse ontem que não consegue mais passar um dia sem frequentar o CT da Barra Funda e que isso está lhe fazendo mal. Muricy teme problemas para quando tiver de sair e se compara a Rogério Ceni, conhecido por não deixar o clube nem na folga.

– Com certeza, o Ceni e eu somos muito parecidos nisso. E acho que ele renovou contrato porque não sabe como vai ser quando sair. Acho que ele ainda nem sabe. Estou indo no mesmo caminho, preciso me preparar melhor para isso. Isso é loucura! Não é o correto – disse Muricy.

O hábito reflete o carinho pelo clube no qual entrou quando criança e a preocupação remete aos problemas de saúde. O mais recente, um quadro de arritmia cardíaca, sofrido, segundo ele, por “culpa” da fase ruim do São Paulo em 2013, quando o time passou boa parte do Brasileirão na zona do rebaixamento.

– Tudo tem um preço na vida. O  que tive no coração não é de agora. Desde o ano passado que vem se acumulando – declarou o comandante.

Apesar da preocupação com a saúde, Muricy nunca esteve tão feliz, diz quem convive com ele. O técnico recuperou o tesão pelo dia a dia do futebol, perdido um pouco no fim da passagem pelo Santos, seu clube anterior. O Muricy de poucas palavras e cara feia deu lugar ao sorridente e contador de histórias visto na confraternização com os jornalistas na última quarta-feira, no CT.

As pessoas que convivem com o técnico reforçam que ele está onde sempre quis e empolgado com o time. Após o vice-campeonato Brasileiro deste ano, acredita no título da Libertadores do ano que vem.

Esses fatores fazem acreditar que o técnico não vai cumprir a promessa de dar um tempo na profissão após 2015, quando vence seu contrato com o São Paulo. Aval ele tem.

A boa fase do time foi um dos argumentos de Muricy para tentar convencer Ceni a renovar. Deu certo. O capitão também está empolgado e os dois maiores símbolos do São Paulo agora juntaram-se para cobrar a diretoria por reforços  A cúpula  trabalhar sob pressão para alimentar dois “viciados”.

Fonte: Lance

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