Em sigilo, Cruzeiro e São Paulo tratam negociação por Montillo

Um ano depois de recusar investidas milionárias por Montillo, o Cruzeiro cedeu e, há algumas semanas, negocia sob sigilo a venda do meia para o São Paulo. Apesar da recente chegada de Paulo Henrique Ganso, a diretoria do presidente Juvenal Juvêncio corre para contratar um substituto para Lucas, que vai para o Paris Saint-Germain, da França, em janeiro.

A oferta tricolor inclui uma transação que é composta por dinheiro e um pacote de jogadores. Além de desembolsar cerca de R$ 10 milhões, o São Paulo irá oferecer duas listas distintas com nomes do atual elenco para que a Raposa possa escolher. Uma delas trará nomes de atletas que poderiam ser negociados em definitivo. Na outra, jogadores que estão disponíveis para empréstimo por uma temporada.

As conversas são conduzidas por Alexandre Mattos, diretor de futebol celeste, e Adalberto Baptista, que executa a mesma função no São Paulo. A pedidos do Cruzeiro, a negociação é mantida em segredo.

Isso porque o atual presidente, Gilvan de Pinho Tavares, tem enfrentado rejeição por parte da torcida e o vazamento da transação antes do término do Brasileiro poderia aumentar a pressão. A ideia da cúpula celeste é deixar para confirmar a possível saída de Montillo somente após o fim da competição.

Somente depois, então, que o argentino negociaria os salários com o Tricolor por meio do agente dele, Sergio Irrigotia. Montillo ganha, hoje, cerca de R$ 300 mil e a partir de janeiro o salário passará a ser de R$ 400 mil de acordo com o reajuste previsto na renovação do contrato dele no primeiro semestre.

No fim de outubro, a diretoria do Cruzeiro recebeu uma consulta do Flamengo pelo meia argentino e pediu dez milhões de euros (R$ 26 milhões) para negociar 100% dos direitos econômicos dos quais 60% são da Raposa, 20% de um fundo ligado ao ex-presidente Zezé Perrella e os outros 20% do Banco BMG.

Antes dessa sondagem, o clube mineiro recusou uma oferta de nove milhões de euros (R$ 23,4 milhões) do Al Gharafa, do Qatar, levada por um empresário de Marrocos por meio do advogado Breno Tanure, que também defende causas internacionais para a Raposa.

Segunda tentativa e com concorrência

Primeira investida
No ano passado, o São Paulo chegou a apresentar uma proposta de 6 milhões de euros (R$ 15,9 milhões), mais os direitos econômicos de Jean, Carlinhos Paraíba e Henrique. O Cruzeiro, por sua vez, só aceitava negociar o argentino por pelo menos 15 milhões de euros (R$ 56 milhões). O presidente Gilvan de Pinho Tavares foi o único a bancar a decisão.

Corinthians
Além do São Paulo, o Corinthians também tentou a contratação do meia argentino no início do ano. A oferta corintiana começou em 8 milhões de euros (R$ 30 milhões) e chegou a 10 milhões de euros (R$ 37 milhões), quando o Timão esgotou as conversas
e desistiu da contratação.

Investida atual
Agora, a nova proposta do São Paulo é bastante inferior, mas o Cruzeiro, por outro lado, já não exige tanto pelo argentino. A oferta tricolor será em torno de R$ 10 milhões, e, como na primeira, incluirá os direitos econômicos de alguns jogadores. Também há a intenção de ceder jogadores por empréstimo de uma temporada para fechar a conta da negociação.

Santos
Atualmente, a concorrência são-paulina é com o Santos. O Peixe coloca a contratação de Montillo como prioridade, principalmente após não conseguir trazer Diego Souza, que fechou com o próprio Cruzeiro. O BMG pode entrar como aliado no negócio.

Diretoria quer reforços para suprir lacunas

Se alguns não ficarão no São Paulo em 2013, outros chegarão. O presidente Juvenal Juvêncio e o diretor de futebol Adalberto Baptista seguem em busca de reforços. Na última quinta-feira, no intervalo da partida contra a Universidad Católica, em Santiago, o presidente afirmou que serão contratados reforços pontuais para o elenco.

O atacante Aloísio, que defendeu o Figueirense neste Brasileirão e tem vínculo com a Tombense, do empresário Eduardo Uram, tem negociação avançada com o São Paulo. Além dele, o meia Lucca, do Criciúma, já recebeu uma proposta do Tricolor – com o apoio do Grupo DIS –, rejeitada pela diretoria catarinense. Ao fim da temporada, uma nova investida será feita. O jogador, de 22 anos, está se recuperando de cirurgia no joelho esquerdo e só voltará a jogar em abril de 2013. Mesmo assim, é visto como boa aposta para o futuro.

Outro que segue na mira é o lateral-esquerdo Fabrício, do Internacional. A negociação, no entanto, fica mais complicada com a provável saída de Kleber, que era o titular da posição no Colorado.

Além de um centroavante, um meia de velocidade e um lateral-esquerdo, a diretoria são-paulina também procura um zagueiro.
Fonte: Lance

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