Em crise, São Paulo prevê novo déficit e pisa no freio com reforços de peso

Em 2014, déficit de mais de R$ 100 milhões. Para 2015, previsão de R$ 53 milhões de prejuízo. Se dentro de campo a expectativa é de uma temporada boa para o São Paulo, fora dele, no que diz respeito aos cofres, a história é bem diferente. Sem patrocinador e com folha salarial perto dos R$ 10 milhões mensais, o Tricolor quer evitar passar pelos mesmos problemas deste ano – em determinados momentos houve atraso nos salários e direitos de imagem.

O orçamento para 2015 foi aprovado em reunião do Conselho Deliberativo. A diretoria comandada pelo presidente Carlos Miguel Aidar prevê receitas em torno de R$ 284,4 milhões (para 2014 o número foi maior – R$ 311 milhões). Como a expectativa é gastar perto dos R$ 337,6 milhões, há previsão de novo déficit, só que dessa vez em R$ 53 milhões.

– Estamos sem patrocinador. Além disso, não podemos colocar na conta as premiações de campeonatos. Foi feito isso no passado. O mesmo diz respeito à venda de jogadores. Se acontecer, ótimo. Mas não posso mentir. Houve uma diminuição também no aluguel de camarotes do estádio do Morumbi – afirmou o diretor de planejamento do clube, Mário Quesada.

A crise financeira vivida pelo São Paulo teve impacto, claro, no planejamento do time para 2015. Não há expectativa de contratação de reforços de peso, aqueles mais caros e badalados. Conca, do Fluminense, esteve na mira. Mas o salário de R$ 750 mil inviabilizou a negociação. O gerente de futebol Gustavo Vieira de Oliveira colocou um teto de R$ 300 mil no clube.

– Isso já contando o direito de imagem. Não podemos fugir do nosso planejamento – justificou.

O clube também antecipou parte de sua cota de TV do ano que vem. Ela foi usada como garantia de pagamento de um empréstimo feito neste ano. Para tentar arrumar a casa, o presidente Carlos Miguel Aidar está à procura de profissionais remunerados: um diretor executivo, um financeiro e um de operações.

Com relação ao fornecedor de material esportivo, o São Paulo já se acertou com a Under Armour para receber, em cinco anos, R$ 135 milhões, dos quais R$ 75 milhões em dinheiro (R$ 15 milhões por ano) e R$ 60 milhões (R$ 12 milhões por ano) em material esportivo. O pré-contrato já está assinado e entrará em vigor assim que o acordo com a Penalty for rescindido.

O novo fornecedor estreará em maio, no Campeonato Brasileiro. O vínculo com a Penalty venceria apenas em 31 de dezembro, mas será encerrado antes do tempo. Clube e empresa discutem a maneira que isso acontecerá. Uma coisa é certa: se for necessário fazer algum pagamento em dinheiro, a Under Armour não será responsável por isso.

 

Fonte: Globo Esporte

4 comentários em “Em crise, São Paulo prevê novo déficit e pisa no freio com reforços de peso

  1. verifique o pagamento do jogador Thiago mendes,se não temos dinheiro como pagar 6.100.000,00
    estranho não e?cinira envolvida?namorado da filha do presidenta envolvido?e do laterais do fluminense,carlinhos veio de graça,sem comissão?mas não podemos condenar apenas o presidende tem que ter apoio de seu diretores,financeiro,juridico comunicação,marketing,verifique o contrato do wi-fii instalado no Morumbi,quem ganhou.vc como bom jornalista deveria investigar e informar a nação são paulina,acredito no jornalista e no homem Paulo pontes

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