Dorival diz que agora espera todos comprometidos

Nene (que agora pede para que seu apelido seja escrito sem acento) fez sua estreia na vitória do São Paulo por 2 a 0 sobre o Botafogo de Ribeirão Preto, no Morumbi, na tarde deste sábado, pela quinta rodada do Campeonato Paulista. Mas nenhum nome foi mais comentado nas entrevistas pós-jogo do que o do peruano Christián Cueva.

Em um mês, o jogador foi multado por se atrasar em seis dias na reapresentação para a pré-temporada e depois afastado do grupo em meio à recusa da diretoria em aceitar uma proposta do Al Hilal, da Arábia Saudita. Cueva voltou a ser relacionado justamente para este jogo contra o Botafogo. Começou no banco, entrou no intervalo, foi um dos melhores em campo e fez o segundo gol da vitória tricolor.

Questionado se o grupo havia “perdoado” Cueva, Dorival Júnior respondeu:

– Não tenho dúvida disso (se o grupo perdoou o peruano). Todos nós erramos. O importante é reconhecer quando erramos e termos acima de tudo a responsabilidade de não voltar aos mesmos erros, de manter uma postura exigida pela profissão que nós temos. Acho que foi importante, sim. A diretoria se posicionou de uma maneira correta. O Cueva sabe que foi mais do que acertada as tomadas de decisões que aconteceram. Espero que não voltemos a ter. Isso aí serve como exemplo. Quero que ele fique tranquilo para que poder voltar a jogar dentro das melhores condições e ser útil ao São Paulo, jogando futebol e focado na nossa equipe, é o que ele sabe fazer muito bem. Espero que a partir de agora tenhamos todos os jogadores comprometidos e compromissados com o nosso clube.

Dorival também foi questionado se Cueva pediu desculpas aos jogadores e sobre a conversa que ele teve com o atleta:

– Essas são situações internas que a gente trabalha no dia a dia. O importante é que está tudo sanado e resolvido. Vamos dar tranquilidade para que o Cueva possa produzir e fazer o seu melhor.

Dorival explicou por que começou com Cueva no banco de reservas:

– Foi apenas uma opção. Fiz quatro alterações da partida anterior para essa. Você não sabe se com cinco ou seis a equipe renderia o mesmo que eu esperava que rendesse no primeiro tempo, o que acabou não acontecendo com quatro alterações. Temos de ter esse cuidado. A entrada do Nene foi importante, nos deu um ganho importante, uma chegada. Agora temos de acertar naturalmente para que possam atuar juntos, temos de pontuar algumas funções que serão fundamentais para que executem e possam ocupar o campo ofensivo como sempre aconteceu.

Dorival falou ainda sobre a formação com Nene e Cueva juntos, como ocorreu em parte do segundo tempo contra o Botafogo:

– Não vejo problema. São dois grandes jogadores. Temos ter disposição de tomarmos a bola. Para que tomemos a bola temos de ser agressivos e um pouco mais participativos do que vinha acontecendo na primeira etapa. Preenchemos um pouco mais o meio, tiramos aquilo que o Botafogo vinha tendo a mais, tinham cinco jogadores e nós três, isso vinha complicando a nossa saída de bola. Houve uma correção, eles mostraram que com posicionamento, interesse, determinação, se cumpre. Mesmo sendo grandes jogadores tecnicamente eles sabem que terão de se doar para que nós preenchermos taticamente a equipe, e as funções sejam executadas da forma como vinham sendo.

Sobre a atuação do time, Dorival disse:

– Em outras partidas fomos muito mais agudos e os gols não saíram. Na de hoje, sinceramente, acho que equilibramos o meio de campo no segundo tempo. Coisa que não acontecia na primeira etapa. A partir do equilíbrio passamos a criar pela qualidade técnica dos nossos jogadores. O Botafogo prevaleceu muito na primeira etapa, estávamos com a marcação distante e dificuldade na armação. Preenchemos um pouco mais, fizemos o resultado, mas na minha avaliação não foi das melhores partidas. Já jogamos muito mais e, talvez, sem o resultado talvez não tivemos o reconhecimento que talvez merecêssemos em outros momentos.

 O técnico se defendeu das críticas de que seu time não tem convencido:

– Futebol convincente nesse início de temporada… Quem está jogando um futebol convincente? Não vejo nenhuma atuando. Fizemos uma partida muito boa em Mirassol porque a equipe estava descansada. Para mim taticamente foi uma partida quase perfeita. Com essa sequência, com pouco período que as equipes tiveram de trabalho, não veremos um futebol convincente. É a quantidade abrindo mão da qualidade.

Valdívia vem aí

Sobre o meia Valdívia, que estava no Atlético-MG, pertence ao Inter e fará exames no São Paulo na segunda-feira, Dorival disse:

– É um jogador que joga pelo lado do campo, tem potencial de definição muito bom. Arrasta muito nas jogadas, é uma característica que estávamos precisando. É uma boa opção, espero que seja muito feliz aqui.

Fonte: Globo Esporte

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