Diretor forte, fim da pressão, prestígio a Bauza: o São Paulo tenta renascer

O empate diante do Trujillanos, da Venezuela, complicou as chances de o São Paulo avançar às oitavas de final da Libertadores e desencadeou mudanças na estrutura do clube. O presidente Carlos Augusto de Barros e Silva não suporta mais ver o futebol em estado de inércia. A saída do vice-presidente do departamento, Ataíde Gil Guerreiro, que agora é diretor de relações institucionais, foi decidida em longa conversa dos dois, com mais de duas horas de duração.

Há meses, torcedores e o Conselho Deliberativo pressionam pela saída de Ataíde. Se pelo menos um deles estivesse ao seu lado, seria possível continuar. Ele não gostaria de ter saído, mas entendeu que Leco estava sofrendo demais para mantê-lo. Os dois são muito amigos.

A sugestão de Ataíde foi bem recebida pelo presidente, que já pretendia tomar medidas mais drásticas, que possam causar uma reação imediata no CT da Barra Funda. Junto com o vice, também deixa o cargo o diretor de futebol Rubens Moreno, que foi convidado para assumir a pasta administrativa, mas ainda não respondeu se aceitará. Não está convicto.

Ataíde e Moreno serão substituídos por apenas uma pessoa: o novo diretor Luiz Antônio da Cunha, que exercia a mesma função em Cotia, nas categorias de base. Isso significa que ele será o homem-forte do futebol são-paulino. Cunha não é conselheiro, mas é antigo aliado deste grupo político, desde os tempos de Juvenal Juvêncio. Um apaixonado pelo clube.

Rubens Moreno, pessoa de ótimo relacionamento, não tinha características de mão-de-ferro. Muito pelo contrário. É isso que Leco espera de seu novo diretor, algo semelhante ao que o próprio Juvenal fez quando ocupou esse cargo, entre 2003 e 2006. A escolha de Cunha teve aprovação de Ataíde, que se diz, inclusive, responsável por sua indicação para trabalhar em Cotia. Ambos deverão estar próximos inicialmente, para que o antigo vice familiarize o novo diretor com o trabalho que terá daqui para frente.

Uma das razões de Leco querer um diretor mais forte é liberar Gustavo Vieira de Oliveira de algumas incumbências que ele estava tendo que tomar. Por exemplo, cobrar pessoalmente os jogadores por melhores desempenho e comportamento. O diretor executivo, único remunerado do departamento de futebol, será peça-chave no planejamento que envolve presidência e comissão técnica, de prosseguir a reformulação do elenco no meio deste ano.

As decisões do técnico argentino Edgardo Bauza nem sempre agradam internamente, mas Leco nem pensa na possibilidade de trocá-lo. Ao contrário, está convicto de que o trabalho em conjunto pode melhorar o São Paulo, e vai se esforçar para atender as vontades do treinador.

O remanejamento de Ataíde Gil Guerreiro busca também fortalecer a relação do São Paulo com instituições: clubes, federações e confederações. É consenso que o Tricolor perdeu representatividade nos últimos anos. Agora, Leco, por exemplo, faz parte do comitê de reformas nomeado pela CBF. Ataíde, ex-vice-presidente do Clube dos 13, profundamente envolvido em negociações complexas com a participação de dirigentes de outras equipes, pretende transformar o São Paulo, novamente, num clube forte nos bastidores.

Apesar das mudanças, o elenco continua como o foco das insatisfações da diretoria. Há inconformismo com a irregularidade da maioria e com a falta de empenho em partidas fundamentais. A expectativa é que o grupo entenda que as mudanças, embora não mexam neles inicialmente, por questões financeiras e contratuais, têm o objetivo de mudar a postura dentro de campo.

São Paulo x Palmeiras Bauza (Foto: Marcos Ribolli)Edgardo Bauza terá esforço da diretoria para continuar reformulando a equipe no meio do ano (Foto: Marcos Ribolli)
Fonte:  Globo Esporte

5 comentários em “Diretor forte, fim da pressão, prestígio a Bauza: o São Paulo tenta renascer

  1. Ao menos saiu essa tranqueira do Antaide é concordo que tem jogadores MEDÍOCRES ou vagabundos, mas esse técnico insiste nos mesmos, sendo assim ele é complacente com esses jogadores, porque não os encosta ? Porque não dá chances aos garotos da base?
    Se liga Sr. Bauza, já era pra ter um time muito, estamos em Março e esse time ainda não jogou nada.

  2. O estilo de jogo do Bauza não me agrada muito, mas peço que os dirigentes não o demita, seria importante cumprir o contrato com ele até o final de ano.
    Também não tem como negar que o elenco é relativamente fraco e (principalmente) desinteressado.
    A solução na minha opinião é por a molecada da base p jogar junto com os poucos atletas do profissional que ainda mostram interesse e vergonha em campo.
    São eles:
    Denis, Tiago Mendes, Hudson(esforçado), Bruno(tb esforçado),Ganso,Maicon, Lugano, Lucão, Rodrigo C, Maicon,Alan K (É limitado mas tem caráter), Calleri (baita jogador…raçudo, corre até o final do jogo), rogério (raçudo), Caramelo, Breno…
    OBS: Centurion está numa fase muito negativa, precisa treinar fundamentos e dar um tempo..
    Acho que são esses que ficariam no meu grupo… o resto e principalmente o migué bastos tem que ir embora urgente….

  3. O pior continua: o Bauza vai continuar fazendo o mesmo, com os mesmos jogadores, e vai esperar resultado diferente. Pode até ganhar alguma partida jogando contra o vento (tipo a próxima pela Libertadores), mas não vai passar de 6 pontos no total e, aí sim, vão reconhecer que o maior problema é o treinador. Só que vão ser mais 30 dias perdidos…

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