Depois de anos de escassez, São Paulo agora tem três ‘camisas 10’

Ney Franco ganhou um presentão para montar o São Paulo. Se há algumas semanas o treinador já rabiscava uma equipe com Paulo Henrique Ganso, agora ele pode colocá-lo no meio de campo. O melhor de tudo é que além do ex-santista, o comandante está com o setor recheado de opções.

Ganso, machucado, ainda não estreará neste momento. E isso dá mais tempo para Ney encontrar uma posição ideal para o seu mais novo armador. Apesar do número, terá a função de um 10. Enquanto pensa em uma formação ideal, ele pode comemorar o fato de ter mais dois no meio: Jadson e Cañete.

O atual camisa 10 veio no início da temporada por R$ 9 milhões e mais uma porcentagem do volante Wellington. Com Leão no comando, chegou a amargar a reserva, porém agora é titular absoluto e o único do elenco a disputar as 25 partidas  até o momento no Campeonato Brasileiro. É também o maior assistente são-paulino na atual temporada, com 17 passes para gol.

Outro candidato é Cañete. O argentino chegou no meio da temporada passada como grande aposta do presidente Juvenal Juvêncio só que uma séria lesão no joelho esquerdo o afastou dos gramados e ele sequer participou de uma partida no ano. Liberado pelo departamento médico, Cañete treina com o restante do grupo e espera ser utilizado por Ney Franco até o fim do ano.

A concorrência no setor ficará menor a partir do ano que vem. Com a saída de Lucas para o Paris Saint-Germain (FRA), o comandante pode alternar a função de um de seus meias. Uma possibilidade é escalar Ganso ao lado de Luis Fabiano, como um falso segundo atacante, função em que chegou a jogar em algumas partidas nos tempos de Santos.

Depois de sofrer com a falta de um autêntico camisa 10 em um passado recente, este é o momento em que o São Paulo pode se gabar de ter três armadores no grupo. Sorte de Ney Franco e também da torcida tricolor. O “problema” é do treinador, mas que o são-paulinos já esfregam as mãos ansiosos, isso com certeza.

Meias recentes do Tricolor

Jadson
Chegou no início da temporada e depois de um período de adaptação assumiu a posição de titular.

Cañete
Desde o meio do ano passado no clube, praticamente não jogou. Sofreu lesão no joelho esquerdo.

Rivaldo
Chegou ao clube e não se firmou entre os titulares. Ainda brigou com o então técnico Carpegiani.

Hernanes
Mesmo gostando de ser chamado de “volante”, assumiu o papel de meia entre os anos de 2009 e 2010.

Souza
Irreverente, comandou o meio durante os dois últimos nacionais na série do tricampeonato brasileiro.

Danilo
Campeão do mundo em 2005, liderou a equipe na conquista do Brasileirão no ano seguinte.

Fonte: Lance

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