Delegada diz que argentinos não explicam motivo da agressão

De acordo com a delegada Margarete Barreto, titular do Decrad (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância), os jogadores do Tigre afirmaram em depoimento após a confusão que interrompeu a partida contra o São Paulo pela Copa Sul-Americana, que foram agredidos pelos seguranças do Tricolor, mas não explicaram como começou a agressão.

Já os seguranças do São Paulo afirmam em depoimento a polícia que também foram agredidos, e que a briga começou quando os jogadores do time argentino tentaram invadir o vestiário do Tricolor e bater nos atletas que estavam lá dentro.

“Vamos investigar o que de fato aconteceu. Foi registrado um Boletim de Ocorrência por lesão corporal e dano ao patrimônio das duas partes. E vamos averiguar quem são os responsáveis pela confusão”, afirmou a delegada.

Segundo a polícia, dos cinco jogadores do Tigre que compareceram na delegacia para prestar queixa, apenas dois foram ouvidos. Isso porque os argentinos pediram autorização para ir embora senão perderiam o voo que os levaria para casa na manhã desta quinta-feira e foram dispensados.

Todos os seguranças do São Paulo que participaram da confusão estiveram na delegacia e prestaram depoimento. A polícia explicou que tanto os seguranças, quanto os jogadores, apresentaram escoriações diversas pelo corpo. Todos devem fazer o exame de corpo delito.

Como os argentinos iriam embora do Brasil nesta quinta, a delegada explicou que eles poderão enviar fotos e laudos de exames feitos na Argentina para o prosseguimento das investigações.

Segundo um dos seguranças que conversou com o UOL Esporte na saída do depoimento e pediu para não ser identificado, ninguém portava arma de fogo na confusão. A polícia disse ainda que vai ouvir ao longo da semana os PMs que apartaram o tumulto e requisitar com a perícia possíveis imagens do circuito interno de segurança do estádio do Morumbi que possam ajudar a esclarecer o que de fato aconteceu.

“O São Paulo veio, apresentou os seguranças, e vamos fazer o exame de corpo delito. Queremos que essa situação seja esclarecida. O São Paulo não tem nada a dever”, afirmou o advogado do clube, Gustavo Francez.

Os argentinos chegaram a delegacia por volta das 2h30 e deixaram o local perto das 5h, Já os seguranças do São Paulo e os advogados do clube saíram cerca de uma hora depois. O último a deixar a delegacia foi o Cônsul da Argentina em São Paulo, Agostin Molina, sem dar declarações.

Fonte: Uol

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