
Ex-presidente do São Paulo, Julio Casares afirmou ao UOL que não tem qualquer relação com os saques de R$ 7 milhões identificados no balanço de 2025 do São Paulo.
Envolvimento negado
Segundo a nota enviada à reportagem, os valores “não foram solicitados, não foram destinados e, por óbvio, não foram utilizados” por Casares.
Ainda de acordo com a defesa, o montante estava devidamente registrado na contabilidade do clube e vinculado a despesas recorrentes de jogos, com destinação específica. A defesa também sustenta que não há qualquer registro — formal ou informal — que indique disponibilização de valores em espécie à Presidência.
Os advogados Daniel Bialski e Bruno Borragine afirmam ainda que os recursos estavam classificados sob a rubrica “ações promocionais”, dentro da pasta de “adiantamentos em jogos”, já apresentada anteriormente às autoridades.
Conselho reprova balanço, mas terá que repetir votação
O posicionamento ocorre após o Conselho Deliberativo rejeitar o balanço de 2025 por 194 a 34, com quatro abstenções — votação que será refeita após erro no sistema. Apesar do superávit de R$ 56,8 milhões e da arrecadação recorde próxima de R$ 1 bilhão, pesaram as dúvidas sobre saques nas contas do clube.
Durante a apresentação do diretor financeiro Sérgio Pimenta, foram apontados R$ 11 milhões em saques ligados à antiga gestão. Deste total, R$ 4 milhões têm justificativas, enquanto R$ 6,95 milhões foram classificados como “fundo promocional da presidência”, sem detalhamento.
A auditoria da RSM apontou ausência de documentação para comprovar parte das retiradas. Os valores também são alvo de inquérito policial.
A nova votação será realizada após a Tafner Solutions Ltda admitir que configurou o processo como secreto, quando deveria ser aberto, impedindo a identificação dos votos dos conselheiros.
O que diz Casares
Veja a íntegra da nota de Julio Casares, enviada com exclusividade ao UOL:
A defesa de Julio Casares, representada pelos advogados Daniel Bialski e Bruno Borragine, esclarece que o montante de R$ 7 milhões vazado à imprensa durante a reunião do Conselho Deliberativo, ocorrida em 25/03/2026, não foi solicitado, não foi destinado e, por óbvio, não foi utilizado por Julio Casares.
Tais valores constam em registro na contabilidade do Clube, e foram disponibilizados pela Diretoria Financeira e Contadoria do Clube para serem utilizados em despesas recorrentes de, no mínimo, 172 jogos do SPFC em diversas competições. Ou seja, tudo com destinação certa, específica e formalmente contabilizada nas despesas do Clube.
Aliás, não há rubrica, anotação ou qualificação na contabilidade do Clube, que formal ou informalmente registre que “valores em espécie teriam sido disponibilizados à Presidência”.
Ao contrário da equivocada assertiva que vem sendo reverberada na mídia, esclareça-se que referido numerário transitou pela conta contábil do SPFC com a formal rubrica “ações promocionais”, alocada nas movimentações financeiras em jogos e constante da pasta contábil “adiantamentos em jogos”, acautelada na Contadoria do Clube e, inclusive, já apresentada às autoridades anteriormente.
Foi o Gasparzinho o fantasminha camarada que pegou emprestado esses 7 milhões
A CARA DE PAU desse mentiroso vagabundo é tão descarada que ele trata todo mundo como idiota.
O mais impressionante é ninguém estar pressionando o departamento contábil do clube, como pode sumir assim do nada e ninguém saber o paradeiro?
Está na cara que o CAGARES teve ajuda interna de pessoas do financeiro.
A polícia tem que intimar esses canalhas do departamento financeiro e apertar eles, o que na verdade esse papel quem deveria estar fazendo primeiro era o conselho e a “nova diretoria” do clube.
É muito VIGARISTA por metro quadrado dentro desse clube, era para estar acontecendo um EXPURGO lá dentro, mas não, é um tal de deixa isso pra lá, vamos tentar apaziguar as coisas, que é surreal essa nova diretoria.
Curioso… E onde foi parar esse dinheiro??? Ah… embaixo da cama do Pavão!