
Vários membros do Conselho Deliberativo do São Paulo têm articulado, nas últimas horas, protocolar um pedido de expulsão do ex-presidente Julio Casares.
Expulsão do clube
A expectativa é que a documentação esteja pronta já no início da próxima semana.
Tecnicamente, uma simples assinatura já poderia compor um pedido — mas a ideia é compor um documento ‘mais robusto’ com maior adesão.
O processo é simples: conselheiros enviam o pedido ao presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu, que protocola o requerimento junto à Comissão de Ética do clube — cenário similar ao de Douglas Shcwartzmann e Mara Casares, envolvidos no escândalo de venda ilegal de ingressos de um camarote.
Para tanto, alguns conselheiros opositores a Casares consideravam essencial para o andamento de qualquer pauta relacionada a uma expulsão a não aprovação do balanço do ano passado.
A prestação de contas chegou a ser reprovada na tarde desta quinta-feira, mas teve votação anulada após um erro da empresa que gerencia o sistema do pleito, que organizou uma votação fechada — ao invés de aberta, como demanda o Estatuto do São Paulo.
Por causa disso, após a divulgação do resultado de 194 a 34 com 4 abstenções, o Conselho percebeu que não tinha acesso nominal à votação de cada um dos conselheiros.
Pela grande margem em favor da reprovação, a expectativa é que o novo pleito mantenha a decisão contra a aprovação do balanço de 2025.
Casares nega relação com saques
Ex-presidente do São Paulo, Julio Casares afirmou ao UOL que não tem qualquer relação com os saques de R$ 7 milhões apontados sem detalhamento no balanço de 2025 do clube.
Segundo a nota enviada à reportagem, os valores “não foram solicitados, não foram destinados e, por óbvio, não foram utilizados” por Casares. A defesa sustenta ainda que o montante estava devidamente registrado na contabilidade, vinculado a despesas recorrentes de jogos e com destinação específica.
Leia a íntegra da nota, abaixo:
A defesa de Julio Casares, representada pelos advogados Daniel Bialski e Bruno Borragine, esclarece que o montante de R$ 7 milhões vazado à imprensa durante a reunião do Conselho Deliberativo, ocorrida em 25/03/2026, não foi solicitado, não foi destinado e, por óbvio, não foi utilizado por Julio Casares.
Tais valores constam em registro na
contabilidade do Clube, e foram disponibilizados pela Diretoria Financeira e Contadoria do Clube para serem utilizados em despesas recorrentes de, no mínimo, 172 jogos do SPFC em diversas competições. Ou seja, tudo com destinação certa, específica e formalmente contabilizada nas despesas do Clube.
Aliás, não há rubrica, anotação ou qualificação na contabilidade do Clube, que formal ou informalmente registre que “valores em espécie teriam sido disponibilizados à Presidência”.
Ao contrário da equivocada assertiva que vem sendo reverberada na mídia, esclareça-se que referido numerário transitou pela conta contábil do SPFC com a formal rubrica “ações promocionais”, alocada nas movimentações financeiras em jogos e constante da pasta contábil “adiantamentos em jogos”, acautelada na Contadoria do Clube e, inclusive, já apresentada às autoridades anteriormente.
Por fim, causa estranheza a tentativa de se abafar que o balanço foi previamente aprovado pelos Conselhos de Administração e Fiscal, bem como o registro do superávit de R$ 56 milhões, da redução da dívida de R$ 110 milhões e do faturamento recorde na história do São Paulo Futebol Clube, que atingiu R$ 1 bilhão.
Fonte: Uol
Tinha que ser expulso do clube, tomar uma bela coça na rua, e depois ser trancafiado na cadeia pra nunca mais pisar os pés no SPFC.