Dedé investigado processa São Paulo e pede contratos para se defender

Ex-diretor social do São Paulo, Antonio Donizete Gonçalves, o Dedé, acionou o clube na Justiça exigindo a apresentação de 30 contratos com fornecedores do clube social e dados dos pagamentos feitos por esses fornecedores ao clube.

Dedé alega que precisa dos documentos para se defender em um dos três inquéritos criminais que envolvem o clube, o que investiga denúncias de corrupção em acordos firmados durante a sua gestão no social – ele ocupou a diretoria entre 2021 e 2026, deixando o cargo depois do afastamento do presidente Julio Casares.

O ex-diretor tinha pedido os documentos ao clube de forma extrajudicial, mas, em ofício assinado pelo presidente Harry Massis Júnior, o São Paulo se negou a fornecê-los.

“Após análise do teor da notificação, cumpre esclarecer que o Sr. Antonio Donizete Gonçalves não possui, na condição de ex-diretor geral social, qualquer legitimidade ou prerrogativa estatutária que lhe assegure acesso irrestrito a contratos firmados pelo clube”, diz a resposta do São Paulo.

Diante da negativa, Dedé pediu que o São Paulo seja compelido judicialmente a exibir esses documentos, com estabelecimento de uma multa diária em caso de descumprimento. O clube ainda não foi citado na ação.

A matéria será atualizada caso o ex-diretor social se manifeste sobre a ação.

Além do inquérito envolvendo Dedé, o São Paulo ainda é foco de uma investigação sobre recebimento de valores em dinheiro vivo pelo ex-presidente Julio Casares e saques em dinheiro das contas do clube, e outro procedimento que investiga a exploração irregular de camarotes em shows no Morumbi.

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