De volta ao São Paulo, Denilson avisa: ‘Se vencer de meio a zero está bom’

Primeiro jogador a ser expulso após o retorno de Muricy Ramalho ao São Paulo, o volante Denilson prefere esquecer a questão disciplinar e focar na reação da equipe dentro de campo.

Ele ficou mais de um mês fora por conta de lesão no joelho direito e retornou contra a Ponte Preta, na reestreia de Muricy, quinta-feira passada. Jogou praticamente toda a partida, mas recebeu cartão vermelho na parte final após parar uma jogada do adversário. Ele já tinha levado cartão amarelo.

A nova expulsão o chateou, mas não tirou o ânimo do jogador em busca da recuperação. Ele conta com a confiança do treinador, tanto que, após cumprir suspensão contra o Vasco, volta ao time nesta quarta-feira, contra o Atlético-MG.

– Não tem nem o que falar sobre isso. É uma vontade excessiva, coisa que acontece. Hoje é o São Paulo o recordista, mas não para por aqui. Agora, a gente tem que saber o momento certo, se já tomou um cartão… prefiro não comentar – afirmou o volante, sobre a posição do Tricolor no aspecto disciplinar.

Por conta da lesão, Denilson assistiu boa parte da crise do time de fora e diz que o grupo ainda não sabe o que aconteceu. Mas garante uma coisa: o importante agora é vencer.

– Se a equipe estiver mal e ganhar de meio a zero, está tudo perfeito. O mais importante são as duas vitórias que conseguimos. Começamos bem o segundo turno e precisamos permanecer assim. Vencendo de meio a zero está de bom tamanho – declarou o camisa 15.

Denilson ficou por cinco temporadas no Arsenal (ING) e ainda sofre com a arbitragem brasileira. Em sua volta ao São Paulo, ele foi expulso três vezes em menos de dois meses e ficou marcado. Justificou como o processo de adaptação pelo qual passava no momento.

Agora, tanto ele quanto Muricy e o torcedor são-paulino esperam que a equipe termine as partidas com os 11 jogadores em campo.

ENTREVISTA EXCLUSIVA COM DENILSON

Como analisa esse novo duelo contra o Atlético-MG?
Foi muito difícil enfrentá-los, pois era o melhor time do futebol brasileiro. Hoje mudou muita coisa, não é a mesma equipe da Libertadores, muitos saíram, outros chegaram, mas temos de respeitar. Até porque é o campeão da Libertadores. Precisamos focar na nossa recuperação e buscar a reação.

O jogo de ida das oitavas foi um divisor de águas para o time?
Não vejo assim, o São Paulo estava indo bem, não teve a ver com a expulsão do Lúcio. Foi mais um descuido. Agora são outros ares, outro momento. O São Paulo não vive uma de suas melhores fases, mas depois que Muricy chegou já conseguimos vitórias.

Ainda acha a arbitragem brasileira inferior à europeia?
Com certeza, por várias coisas que acontecem, não tem lógica. É complicado até falar, mas não deixo de focar no meu trabalho.

Como está sendo sua relação com o Muricy?
Normal. Converso, dou bom dia, boa tarde, nada demais. Futebol é dentro de campo, tem que mostrar dentro das quatro linhas. Só isso.

E seu retorno após a lesão?
Tem um mês e alguns dias que fiquei fora, mas graças a Deus voltei no jogo contra o Coritiba, fiquei no banco, depois joguei o primeiro jogo, até achei que não ia jogar porque fiquei um tempo parado, mas aguentei. Infelizmente, tive a lesão, mas fisicamente venho me cuidando para aguentar o máximo dentro de campo. Tivemos duas vitórias consecutivas, deu uma tranquilidade, mas ao mesmo tempo faz com que a gente trabalhe com mais segurança.

Como foi este período fora?
Foi difícil, muitas vezes eu ia para o estádio assistir ao jogo, batia um nervosismo, me deixava bastante triste. Chegava em casa e as coisas não davam certo, alguma coisa acontecia para a gente não vencer. Foi muito difícil, querer ajudar os companheiros dentro do campo para ter os resultados positivos e não ter condições fisicas. Hoje estou voltando, espero ajudar a manter o São Paulo onde é o lugar dele.

O que o São Paulo pode esperar no Brasileiro?
O momento é de cada jogo uma final de campeonato, cada final, ganhar de meio a zero está ótimo, são três pontos, sempre continuando assim. A gente não pode, porque ganhou duas partidas, achar que está bem, tem muita coisa a melhorar. Vamos com pés no chão, o foco tem que continuar, primeiramente sair desse desespero, vamos focando cada vitória.

Fonte: Lance

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