Cria de Cotia, Wellington vê mais espaço para jovens no São Paulo

O São Paulo superou a Ponte Preta no sábado com jogadores que há pouco tempo disputavam partidas sem muitos torcedores, em Cotia, defendendo as equipes de base do clube. Ricardo Gomes não teve medo de apostar em David Neres e Pedro no comando do ataque. Além disso, colocou Luiz Araújo para jogar no segundo tempo. Para Wellington, outra cria da sabe são-paulina, mas que hoje tem 25 anos e voltou ao time na mesma partida após um drama pessoal, o momento lembra sua época de transição, em 2008, quando o Tricolor se consagrou Tricampeão Brasileiro.

“Com certeza há semelhança. São meninos que estão subindo com humildade, procurando espaço, agarrando as oportunidades. Quando subi, não tive muitas chances no início e isso foi bom para amadurecer melhor e me tornar o atleta que sou hoje. Espero que subam cada vez mais atletas de Cotia. A formação é muito boa”, comentou o volante.

Wellington foi promovido ao time principal do São Paulo junto ao meia Oscar e ainda participou da mesma geração de Lucas Moura, mas, as poucas chances para entrar em campo são explicadas pelas peças que Muricy Ramalho, técnico naquele ano, tinha a sua disposição. Rogério Ceni, Rodrigo, Miranda, André Dias, Hernanes, Jorge Wagner, Richarlyson, Dagoberto e Borges eram alguns dos jogadores que formavam aquele esquadrão.

“Aquele grupo era mais experiente, com jogadores mais rodados. Hoje tem vários atletas da base que dão conta do recado, o último jogo foi a prova. Essa é a diferença do grupo. Hoje há muito mais jogadores da casa”, disse Wellington, que acabou sendo campeão da Copa Sul-Americana em 2012 como titular, até ser emprestado ao Internacional contra sua vontade depois do clube lutar contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro de 2013.

“Quando você sai de um clube não é só o atleta. Quero deixar bem claro que sou são-paulino, sempre quis subir de Cotia para o profissional e fazer história. Fui campeão aqui. Voltei porque amo muito esse clube. As pessoas que estão hoje à frente do São Paulo sabem do meu carinho e dedicação, por isso a minha volta. Estou feliz e espero escrever mais uns dez títulos na história do clube”, vislumbrou o jogador, que também é declaradamente torcedor do Tricolor Paulista.

 

Fonte: Gazeta Esportiva

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