Cortez quer virar ‘artilheiro’ e se diz orgulhoso por gol no ídolo Dida

O fato mais inusitado da vitória do São Paulo por 3 a 1 sobre a Portuguesa, no último sábado, foi o gol do lateral-esquerdo Cortez. Ele marcou pela segunda vez com a camisa tricolor, desde que chegou ao clube, no início do ano. Como um autêntico centroavante, aproveitou o chute forte de Lucas e só escorou para a rede.

Para o camisa 6, ter conseguido fazer o gol contra Dida foi ainda mais especial, já que o goleiro, que disputou as Copas do Mundo de 1998, 2002 e 2006, sendo a última como titular, é um de seus ídolos. Depois de quase cinco meses do primeiro gol, marcado contra o Goiás, pela Copa do Brasil, no Serra Dourada, o lateral já sonha emplacar uma fase artilheira.

– Estou começando a gostar da sensação de marcar gols. É realmente muito boa, ainda mais quando ajuda o time a vencer, como foi contra a Portuguesa. Marcar pela primeira vez no Morumbi foi especial e sempre fui um grande admirador do Dida. Ter feito um gol em cima dele foi um motivo de orgulho para mim – comemorou.

Assim que completou para o gol, Cortez saiu correndo em direção ao outro gol, apontando para as numeradas, ignorando o chamado de Lucas e dos outros companheiros. Ele explicou que o sinal de coração foi uma forma de evitar broncas em casa.

– Dediquei o gol a Deus e à minha esposa Juliana. O coração que fiz foi para ela. A Juliana é uma excelente companheira, está sempre ao meu lado. Se eu não dedicar meus gols para ela, dá problema em casa.

Porém, nem tudo é festa para o lateral-esquerdo. Ao contrário do que ocorreu no ano passado, quando foi eleito o melhor jogador da posição no Campeonato Brasileiro, pelo Botafogo, dessa vez Cortez não foi convocado por Mano Menezes para o Superclássico das Américas, torneio de dois jogos contra a Argentina qem que apenas jogadores que atuam nos dois países podem participar.

Em 2011, Cortez foi um dos principais destaques da vitória por 2 a 0, no Mangueirão, quando ganhou aplausos entusiasmados da torcida. Este ano, porém, ele viu os companheiros Rhodolfo, Jadson, Lucas e Luis Fabiano serem convocados, e foi preterido por Fábio Santos, do Corinthians, e Carlinhos, do Fluminense.

– Foi a melhor experiência da minha carreira defender o Brasil no ano passado, jamais vou me esquecer daquele momento. Confesso que estava na expectativa de voltar, pelo que fiz naquele jogo e venho fazendo no São Paulo. Infelizmente não aconteceu, mas não desisti da seleção brasileira e espero ser lembrado novamente – disse o lateral-esquerdo.

Fonte: Globo Esporte

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