Coragem contra a crise: veja cinco atos de ousadia de Dorival Jr.

rocar o goleiro da equipe não é uma atitude convencional. Ainda mais para lá da metade do campeonato e numa zona desconfortável na tabela. Mas Dorival Júnior trocou. Sidão ganhou a posição de Renan Ribeiro e será titular neste domingo, às 16h, contra o Avaí, na Ressacada.

Não é o primeiro gesto ousado do técnico, que assumiu o São Paulo com a missão de terminar o ano na primeira divisão do Campeonato Brasileiro. Ele já sacou “intocáveis”, deixou xodós da torcida no banco de reservas no Morumbi e não deu espaço a ídolos.

Veja abaixo os exemplos da coragem de Dorival no São Paulo:
  • Entra Sidão, sai Renan Ribeiro

Depois de 20 rodadas com o mesmo goleiro no Brasileirão, Dorival Júnior decidiu trocar e alegou motivos técnicos. A posição é uma incógnita desde que Rogério Ceni se aposentou, no fim de 2015. Denis não conseguiu se firmar, Sidão se lesionou e Renan Ribeiro, que caminhava para terminar o ano, agora volta ao banco de reservas.

 Sidão não era titular desde 5 de março (Foto: Marcos Bezerra/Futura Press)

Sidão não era titular desde 5 de março (Foto: Marcos Bezerra/Futura Press)

  • Entra Edimar, sai Júnior Tavares

O lateral-esquerdo promovido da base em janeiro era intocável com Rogério Ceni. Jogava sempre. Mas uma falha na derrota para a Chapecoense, somada ao desempenho irregular de outras rodadas, custou a posição. Dorival promoveu a estreia de Edimar num jogo em que o São Paulo não podia perder pontos, diante do Vasco, no Morumbi. Sem brilho, mas com segurança, o jogador, contratado em março, tem se mantido na posição.

  • Entra Militão, sai Jucilei

Jogo sim, jogo sim, Jucilei é um dos jogadores com o nome gritado em tom mais alto pela torcida do São Paulo. Dorival não quis nem saber. Diante de mais de 56 mil pessoas, público recorde do Brasileirão, trocou o experiente volante pelo jovem Militão. A má atuação fez os torcedores pedirem a entrada de Jucilei ainda no primeiro tempo. O técnico atendeu no intervalo e, aparentemente, ele recuperou a posição. Será titular novamente neste domingo.

Dorival Júnior teve conversa com Jucilei no treino da última quinta-feira (Foto: Maurício Rummens/Fotoarena/Estadão Conteúdo)

Dorival Júnior teve conversa com Jucilei no treino da última quinta-feira (Foto: Maurício Rummens/Fotoarena/Estadão Conteúdo)

  • Lugano no banco

O uruguaio é um dos quatro jogadores que não atuaram por um minuto sequer sob comando de Dorival – o zagueiro Douglas e os meias Thomaz e Shaylon são os outros. Ídolo da torcida e com contrato apenas até o fim do ano, quando deverá deixar o São Paulo, Lugano tem sido elogiado pela comissão técnica por seu comportamento. E é recíproco. Quando é perguntado sobre Dorival, o zagueiro fala muito bem de seu trabalho.

  • Afastamentos

É verdade que Dorival Júnior, publicamente, atribui a decisões da diretoria os fatos de Wesley e Cícero não fazerem mais parte dos planos. Mas o técnico não se opôs. Pelo contrário. Fortaleceu a decisão de não ter mais dois jogadores experientes na equipe.

Veja as informações do São Paulo para o jogo contra o Avaí

Local: Ressacada, em Florianópolis
Data e horário: domingo, 16h (de Brasília)
Escalação: Sidão, Buffarini, Arboleda, Rodrigo Caio e Edimar; Petros; Jucilei, Hernanes, Cueva e Marcos Guilherme; Gilberto
Desfalques: Araruna, Bruno, Morato, Wellington Nem (lesionados), Marcinho e Lucas Pratto (suspensos)
Pendurados: Renan Ribeiro, Lugano, Júnior Tavares e Petros
Arbitragem: Leandro Pedro Vuaden, auxiliado por Jose Eduardo Calza e Mauricio Coelho Silva Penna (todos do RS)
Transmissão: TV Globo para SP, PR, MG, BA e CE (com Cleber Machado, Caio Ribeiro e Renato Marsiglia) e Premiere (com André Lino e Paulinho Criciúma)

Fonte: Globo Esporte

Um comentário em “Coragem contra a crise: veja cinco atos de ousadia de Dorival Jr.

  1. Dorival ja mostrou no Santos principalmente q é bom técnico.
    No entanto no SP ele não conseguirá evitar o rebaixamento porque o elenco é ruim e sempre temos muitos jogadores no DM.
    O problema de gestões e mais gestões incompetentes e no minimo com conduta não honesta, trouxeram este cenário que bate a porta.
    Os clubes tem que virarem empresas com resultados no fim do período.

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