Conselheiros pressionam por explicações de ‘caso Jack’ mesmo após distrato

O São Paulo assinou nesta terça-feira o distrato do contrato de comissão no valor de R$ 18 milhões com a Far East, que supostamente havia intermediado a vinda da Under Armour, em uma das polêmicas recentes da história do clube. Mesmo assim, há quem diga que continuará em cima para que a verdade venha à tona.

O conselheiro Edson Lapolla, tradicional figura de oposição nos bastidores do time do Morumbi e um dos líderes da comissão que se formou em cima do caso, conversou com a reportagem do ESPN.com.br e prometeu seguir em busca da investigação envolvendo a comissão, mesmo após a assinatura do distrato.

“Desde o início me posicionei contra a necessidade de ter a comissão para conseguir material esportivo. O São Paulo não precisa disso e pedi para o Conselho fazer uma comissão para analisar esse contrato. O negócio do distrato é o que menos me incomoda. O que incomoda a mim, e quase à totalidade dos conselheiros, é qual o motivo de se tentar fazer um contrato desses. Só quero que respondam isso, se alguém teve a iniciativa de falar com a Under Armour sobre se alguma vez na vida eles precisavam desse ‘Jack'”, disse Lapolla.

“O agravante é que o São Paulo tinha um contrato na época com a namorada do presidente do clube (Cinira Maturana), ficamos de setembro a janeiro com dois contratos, qual o motivo disso? Ninguém vai discutir isso? Nada contra o Douglas (Schwartzmann, ex-dirigente de marketing do clube) ser o representante da empresa, pois as pessoas têm que trabalhar. Mas por que fazer contrato com um representante da empresa por algo que não fez? A culpa é do sistema, pois não remunera os diretores de futebol e deveria”, continuou.

Lapolla promete continuar com sua posição firme ao lado de outros conselheiros para esclarecer a verdade sobre o caso.

“Não quero saber de distrato. Realmente é importante, mas vamos voltar à origem do negócio, por que fez contrato se já tinha outro de comissão?”, continuou o conselheiro.

“O que conselheiros, sócios e torcedores do São Paulo querem que fique bem esclarecido são quatro pontos. Primeiro: a Far East, tem ‘expertise’ para atender o objeto do contrato com o clube, ou seja, captação de recursos? Segundo: por que assinar contrato com tal empresa se o São Paulo já tinha em andamento um contrato com a empresa TML Foco Consultoria e Assessoria Empresarial para tal objeto? Seria porque a oposição descobriu que TML era uma empresa da namorada do Carlos Miguel? A assinatura do contrato com a TML é 6 de maio de 2014, um mês após a eleição do Aidar, a carda da Cinira (namorada do ex-presidente) desistindo do contrato é 5 de janeiro de 2015 e a assinatura do contrato com a Far East é 20 de setembro de 2014, portanto com o contrato da Cinira em vigência. Terceiro: comprovação da estada do Jack Banafshesa aqui no Brasil, nas datas citadas pelo Carlos Miguel e pelo Douglas Schartzmann. E por fim e mais importante: a Under Armour precisou em algum momento da Far East para negociar com o São Paulo? Essas são portanto as respostas que precisamos”, explicou Edson Lapolla.

Pelo que foi assinado, o São Paulo teria de pagar uma comissão de R$ 18 milhões a empresa, cuja sede fica em Hong Kong. O valor era equivalente a 15% de todo o montante que a fornecedora pagará ao clube. Nesta terça-feira, 175 dias após a renúncia de Aidar, o time tricolor finalmente assinou o distrato do polêmico acordo com a Far East.

 

Fonte: ESPN

6 comentários em “Conselheiros pressionam por explicações de ‘caso Jack’ mesmo após distrato

  1. Caros defensores de conselheiros, lembro a todos que nosso estatuto foi rasgado e usado como papel higiênico quando foi alterado para permitir a reeleição do JJ, e para isso foi preciso o voto da maioria dos seus queridos conselheiros. Não me referi em específico ao lapola mas que tem muito sem vergonha lá isso tem

  2. Tem gente que parece odiar os conselheiros por hipótese . Tem muito conselheiro bom , repito para que fique claro , muitos!!!!!!!!!! As pessoas antes de generalizar e jogar 240 conselheiros na mesma vala deveriam se informar primeiro e ver quem é quem dentro do São Paulo . Tem gente aqui que se sentem acima do bem e do mal e apedrejam a todos . Não aceito isto . Estou com o Lapolla e não abro.

  3. Apoio total ao Lapolla por sua posição no caso. Não é porque não deu certo, neste caso, que se deve deixar por isso mesmo. Pelo contrário, deve-se apurar a fundo esta situação porque, com certeza, por ela vai se puxar um fio da meada que vai levar a outras situações tais que foram concluídas e que lesaram o clube.
    Parabéns Lapolla!!!

  4. Não são farinha do mesmo saco… não se pode generalizar. Uma boa parte da oposição é formada de gente séria e com uma extensa folha de serviços prestados ao clube. O Lapolla, que aparece na foto é um são-paulino de estirpe e o mínimo que peço, é que lhe respeitem. Aqueles que não sabem, numa das reeleições do Juvenal, ele ousou lutar contra o sistema e candidatou-se ao cargo. Foi ameaçado e ridicularizado, mas não abriu mão de enfrentar o sistema. Perdeu, é claro, pois o sistema cooptou os conselheiros, aliciando-os com cargos e benesses, como era praxe. Portanto, amigos, o Edson Lapolla merece o nosso respeito pelos seus ideais e, principalmente, pela sua comprovada coragem.

  5. Apoio total a este caso tem que ser apurado o envolvimento de todos mesmo com a assinatura do distrato.
    O descobridor do Jack estripador de 18.000,000,00 tem que aparecer e ser punido dentro das regras.

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