Ceni rejeita favoritismo na Florida Cup e diz que time custou R$ 300 mil

Como parte do protocolo da participação do São Paulo na Florida Cup, o técnico Rogério Ceni concedeu nesta terça-feira uma entrevista à TV do torneio organizado por empresários brasileiros nos Estados Unidos. Antes do treino da tarde, marcado por trabalhos de jogadas individuais e pelas presenças de Cícero e Cueva no gramado, o Mito falou sobre as pretensões do Tricolor.

– Como é início de temporada, não é um campeonato longo e envolve River Plate Vasco e Corinthians, qualquer favoritismo por clube ou nome não entra. Até porque nosso time que não investiu muito, não foi bem no ano passado, mas mudou muito agora, com 50% do elenco formado na base e alguns jogadores sem condições. A gente tem que saber que gastou pouquíssimo para montar um time, apenas R$ 300 mil, enxugamos a folha de pagamento e agora vamos montar um time mesclado de jovens que querem muito e jogadores experientes – disse, sobre o dinheiro investido na compra de Sidão junto ao Osasco Audax – Cícero, Wellington Nem e Neílton chegaram sem custos.

A estreia do Tricolor na Florida Cup está marcada para o dia 19, contra o vencedor do confronto entre River Plate (ARG) e Millonarios (COL). O duelo será disputado no estádio Al Lang, em St. Petersbourg, a menos de uma hora da IMG Academy, em Bradenton, onde Ceni tem comandado os treinamentos. Até lá, dois jogos-treinos serão disputados pelo São Paulo.

– A gente nunca sabe a condição física de um atleta. Foram dois dias de treino em São Paulo e serão 11 aqui. Assim não podemos exigir muito, só posso prepará-los para 5 de fevereiro (estreia no Paulistão, contra o Audax). Claro que queremos começar com vitória, até porque estamos trazendo a marca do clube para um país importante no sentido de marketing e desenvolvimento de futebol. É um torneio que vem crescendo a cada ano e é sempre uma experiência valiosa, uma experiência internacional. Você sai daquela rotina de CT – destacou o treinador de 43 anos.

PROJEÇÃO
Ceni indicou mais uma característica que pretende ver em campo no São Paulo. Segundo o técnico, para que seu modelo de jogo ofensivo, com linhas adiantadas e compactas funcione, será preciso conversar muito em campo.

– Como goleiro eu orientava meus companheiros, cantava as jogadas por ter uma visão diferente de trás. Agora é outra visão, até pela profundidade. Falo para eles conversarem mais, porque assim você corre menos. Se não canta o jogo, se fica um time de mudos, ele corre mais. Falando mais, você tem mais sucesso. Um time que joga em 40 metros não vê distâncias, penetra nas linhas adversários e mantém as nossas protegidas. Esse é nosso objetivo.

 

Fonte: Lance

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