Ceni recorre a técnicos de basquete e frases motivacionais em preleções

Ele tem 20 anos de São Paulo e é uma das vozes mais respeitadas do grupo. Mas na tentativa de atrair a atenção dos seus colegas na preleção antes de cada jogo, o goleiro Rogério Ceni tem que se reinventar para dizer coisas diferentes que chamem a atenção dos companheiros de equipe. O capitão recorre a livros motivacionais e a exemplos consagrados de técnicos do basquete dos EUA para atingir o seu objetivo.

“Espero que sempre tenha um retorno, pois é o último passo antes do vestiário. É importante pelo lado psicológico, é importante para a capacidade da equipe. A última palavra, quando você consegue tocar, ela passa a contar muito. A gente vê pelo brilho nos olhos e na concentração dos atletas quando consegue atingir ou quando não consegue”, admitiu o veterano.

Ceni nunca negou que é fã de Phil Jackson, técnico norte-americano que mais ganhou troféus da NBA na história (11). Antes da vitória contra o Figueirense no último dia 14 de outubro, o goleiro até citou uma das passagens do ex-treinador do Los Angeles Lakers e Chicago Bulls.

“Phil Jackson, talvez vocês conheçam, foi um consagrado treinador, que ganhou vários títulos da NBA. Ele falava que nas conquistas, depois que a última gota de champanhe é bebida, tem que voltar ao campo de batalha novamente. Não necessariamente a vitória do passado traz facilidades futuras. Muito pelo contrário”, disse o goleiro.

Além de Phil Jackson, Rogério Ceni já mostrou a Jadson e Lucas um livro que conta a trajetória de John Wooden, treinador que levou o time de basquete da Universidade da Califórnia a 88 vitórias consecutivas e à conquista de 10 campeonatos nacionais da principal liga universitária norte-americana, sete deles em sequência. O capitão são-paulino revelou também inspiração em outros esportistas, seja em publicações ou nas conversas pessoais.

“Eu tento ler muitos livros de caras geniais. Outro dia mesmo ganhei um sobre o Nadal [Rafael, tenista espanhol] que é bacana. Importante ler livros de esportistas que fizeram sucesso. Já encontrei duas vezes o Bernardinho [técnico da seleção de vôlei masculino] em avião. Ele tem interpretação de um livro de um treinador nos anos 30 na Universidade da Califórnia [John Wooden], com passagens muito boas que pode você interpretar da tua vida”.

Apesar da última polêmica com o goleiro, em que recebeu um pedido explícito para colocar Cícero em campo no empate contra a Liga de Loja, o técnico Ney Franco disse aprovar o papel de líder que Rogério Ceni exerce no time do São Paulo. “Ele é um líder, capitão da equipe. Ajuda dentro e fora de campo”, declarou recentemente o treinador.

O lado motivacional de Rogério Ceni encontra audiência nos jogadores do São Paulo. “É o nosso líder. Fala dos livros que ele lê, outro dia falou uma frase de um dos livros. Ele pega isso, leva para dentro de campo e tem dado certo. Ele ajuda fora e dentro de campo”, explicou o meia Jadson.

 

Fonte: Uol

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