Bauza lamenta expulsão e promete falar com Centurión sobre cusparada

A expulsão do argentino Centurión deixou o técnico Edgardo Bauza “amargurado”. Após a derrota por 3 a 1 para o Toluca, na quarta-feira, o treinador do São Paulo lamentou o cartão vermelho que o jogador recebeu após acertar uma cusparada no rosto de um adversário. O Patón afirmou que conversará com o atacante para que esse tipo de atitude não volte a prejudicar o clube na disputa da Copa Libertadores.

“Vou amargurado com a expulsão do Centurión, porque ele é um jogador útil para time”, disse. “Vou falar com ele. Sempre nos falamos, mas não pode ser muito radical. A partida estava muito quente. Teve jogadores que poderiam ter sido expulsos. Como sempre digo, isso é futebol. Tem que saber perder. Quando perdemos, fechamos a boca e fomos para o vestiário”, acrescentou.

O vermelho recebido por Centurión fará com que ele desfalque o São Paulo no jogo de ida das quartas de final da Libertadores, contra o Atlético-MG, no Morumbi. A pena, contudo, poderá aumentar para até seis jogos se a Conmebol seguir à risca o regulamento da competição. Um gancho nesse molde faria o jogador perder o restante da Libertadores.

Assim como agiu no caso de Calleri, expulso após um tumulto no empate por 1 a 1 com o Strongest, em La Paz, o São Paulo deverá traçar uma estratégia para desqualificar o ato de Centurión. O Tricolor terá de conseguir acesso à súmula para rebater a justificativa do árbitro colombiano Wilson Lamouroux e tentar minimizar uma possível suspensão. Não há uma data certa para a audiência ser realizada.

(Foto: Maria Calls/AFP)
O São Paulo precisou de muito sangue frio para não cair nas provocações do Toluca (Foto: Maria Calls/AFP)

Calleri – Os incidentes da Bolívia envolvendo o artilheiro Calleri ainda estão vivos na memória de Bauza. Quando o técnico percebeu que o atacante começava a se envolver em confusões com os mexicanos, o Patón chamou Alan Kardec e promoveu a alteração para preservar o argentino. Ao término do jogo, ele justificou a mudança e admitiu que a alteração impediu a entrada de Paulo Henrique Ganso no duelo.

O camisa 10 havia começado a partida no banco para dar lugar a uma trinca de volantes no meio-campo. “Estavam provocando e preferi tirar o Calleri. A ideia era colocar o Ganso nos últimos 20 minutos para ter a bola. Por causa da expulsão [na Bolívia], tive que tirá-lo”, explicou.

 

Fonte: Gazeta Esportiva

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*


Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.