Barrado no San-São do 1º turno, Cueva reage e volta a ser decisivo

Cueva começou a temporada de 2017 voando. Sob o comando de Rogério Ceni, foi o craque do São Paulo nos primeiros três meses. Até que uma lesão muscular na coxa esquerda brecou sua evolução. Retornou sem estar 100% recuperado, e isso acabou prejudicando o peruano.

Com sequência de atuações ruins e o time eliminado da Copa do Brasil, do Paulista e da Sul-Americana, o camisa 10 virou vilão. No clássico contra o Santos, no dia 9 de julho, ele nem sequer foi relacionado por Pintado, que substituía o Mito, recém-demitido.

O veto casou estranheza, e a explicação não demorou a aparecer. A ideia de Pintado era deixar Cueva na reserva, mas, segundo o então auxiliar, o peruano teria se recusado a ficar no banco. Por isso, não viajou para a Baixada Santista.

No mesmo período, surgiram especulações de uma possível transferência para a Turquia. Mas a proposta nunca chegou ao clube do Morumbi. O jogador, então idolatrado pela torcida, tornou-se alvo da ira dos são-paulinos.

Cueva é o principal garçom do São Paulo na temporada 2017 (Foto: Marcelo Hazan)

Cueva é o principal garçom do São Paulo na temporada 2017 (Foto: Marcelo Hazan)

Três meses e meio depois, a situação do camisa 10 é totalmente diferente. O São Paulo voltará a enfrentar o Santos, e Cueva é, de novo, solução, não problema: recuperou o prestígio e se tornou peça inquestionável no esquema de Dorival Júnior.

Sinal do status do camisa 10 foi a movimentação da diretoria paraantecipar a partida contra o Atlético-GO, em Goiânia, para que o jogador possa atuar antes de defender a seleção do Peru nos decisivos jogos contra a Nova Zelândia que valem uma vaga na Copa do Mundo da Rússia.

Números a favor

Cueva soma nove gols pelo São Paulo em 2017 (é o terceiro artilheiro da equipe no ano). Já deu 11 assistências para gols, o que faz dele o principal garçom do elenco.

O que mudou também entre os períodos citados acima foi o preparo físico do jogador. O peruano está visivelmente mais “fininho” e, em campo, os resultados aparecem: Cueva cai pela direita, aparece na esquerda, puxa contra-ataque…

Questionado sobre seu desempenho durante a temporada, Cueva reconhece que teve momentos ruins, mas ressalta o quanto se doou pelo Tricolor.

Mais leve, Cueva tem aparecido em diversos setores do campo durante as partidas (Foto: Érico Leonan / saopaulofc.net)

Mais leve, Cueva tem aparecido em diversos setores do campo durante as partidas (Foto: Érico Leonan / saopaulofc.net)

– São momentos. Mas nunca me escondi e valorizo isso. Falaram muitas coisas sobre a minha pessoa, mas sempre mostrei a minha cara. Sinto que o que faço é importante para o grupo, e temos que continuar trabalhando juntos para o bem do São Paulo.

Acostumado a ser protagonista, Cueva sabe que os próximos dias serão especiais.

– É o momento mais importante da minha carreira. Até viajar, minha cabeça estará no São Paulo. Depois, vou pensar na seleção – falou.

Ao Tricolor, a classificação do Peru à Copa também seria interessante, pois valorizaria o meia em uma eventual transferência. Vale lembrar que o jogador renovou seu contrato com o São Paulo em fevereiro, com direito a aumento de salário e multa rescisória. O novo vínculo vai até junho de 2021.

Fonte: Globo Esporte

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