Atacantes não fazem gol, e SP “troca” problema do time em 2016

Foram inúmeras as críticas à defesa do São Paulo durante o ano de 2015. Quando o argentino Edgardo Bauza assumiu em 2016, falou com clareza sobre qual problema detectou no time: “Uma equipe que não sabe defender, não pode ser campeã”. Passados dois meses de trabalho, o técnico conseguiu equilibrar o sistema defensivo, mas vê a péssima fase do ataque comprometer o início de ano do clube.

O São Paulo tinha (antes da rodada desse fim de semana) o 8º pior ataque do Paulistão, com 11 gols marcados em nove jogos. Está abaixo dos 16 gols marcados pelo Palmeiras e pelo Santos (este com 10 jogos) e dos 13 convertidos pelo Corinthians. Na Libertadores, foram apenas dois gols marcados em três jogos – como resultado, nenhuma vitória e a pior campanha da história do clube na história da competição, em 18 participações.

Centroavante titular, o argentino Jonathan Calleri está há 738 minutos sem gol. São 12 jogos e apenas três gols marcados – um na estreia, dois na partida seguinte contra o Água Santa. Desde então, nada. O reserva da posição, Alan Kardec, completou na quarta-feira dez jogos na temporada e nenhum gol marcado – desde 2009 ele não vivia um início de ano tão ruim como o atual.

O jejum de gols não atinge só os centroavantes. O São Paulo joga hoje no sistema 4-2-3-1, no qual, além do homem de área, dois jogadores da linha de meio de campo atacam pelas pontas. Titular absoluto, o também argentino Ricardo Centurión soma a má fase à seca absoluta: nenhum gol marcado em 11 jogos, sendo dez como titular. Do outro lado, Michel Bastos tem dez jogos e dois gols, sendo um de pênalti contra o Novorizontino.

“Nos últimos jogos temos feito poucos gols, pela qualidade dos jogadores que temos, e quem não faz muitas vezes toma. Como em uma bola no jogo contra o Palmeiras, e num contra-ataque sofremos o gol”, comentou Maicon, companheiro de zaga de Diego Lugano, na sexta-feira (18), ao falar sobre os problemas do time. O jogador também falou em “falta de compromisso” do time e pediu mais “vontade” e “luta” dos companheiros.

A falta de comprometimento é o problema detectado pela diretoria, que chegou a cobrar o elenco interna e publicamente há dez dias, depois da derrota por 3 a 1 para o São Bernardo pelo Paulistão. Depois disso, houve o empate contra o River, a derrota para o Palmeiras e o empate contra o Trujillanos – o ponto mais baixo do time na temporada. O diagnóstico da cúpula, porém, continua: o problema está no elenco e não no treinador.

Neste domingo o São Paulo visita o Ituano no Novelli Jr, pelo Paulistão, e precisa vencer para colocar fim à sequência de quatro jogos sem vencer. Para a partida, é provável que Edgardo Bauza promova várias mudanças no time – inclusive no ataque – devido ao cansaço acumulado pela viagem à Venezuela no meio da semana.

 

Fonte: Uol

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