Assediados, Rodrigo Caio e Pato são negociáveis: “Jogador tem que voar”

Ninguém é inegociável no São Paulo. O discurso adotado pelo presidente Carlos Miguel Aidar foi reforçado por Muricy Ramalho nesta sexta-feira. O técnico garantiu não interferir em negociações para segurar jogadores e deixou claro que apoia o planejamento do clube, que aceita ouvir proposta por qualquer atleta do elenco.

“Acho que o técnico tem que olhar também a parte econômica do clube. Não se meter na parte financeira, mas tem que participar um pouco disso, como por exemplo é na Europa”, afirma o treinador. “Temos que cuidar disso, porque senão teremos um dinheiro enorme em jogadores parados, e isso é um prejuízo grande para o clube. Por isso temos que cuidar dessa parte”, continua Muricy, comparando investimentos com a aviação.

“O treinador tem que ouvir, saber um pouco da situação, senão acaba estourando o orçamento com jogadores estão parados. Jogador bom é igual avião: tem que estar voando, avião parado na terra não dá lucro. E se há jogadores que o clube tem proposta, nisso não me meto, porque é a estratégia do clube”, garante.

Divulgação/São Paulo FC

Pato (esq.) pode ir para a Itália, mas o Tricolor tem outras boas opções para o setor ofensivo, como Kaká

 

As respostas do treinador têm muito a ver com as situações de Rodrigo Caio e Alexandre Pato no São Paulo. Enquanto o defensor destacou-se ao ser capitão da Seleção Brasileira Sub-21 no Torneio de Toulon, o atacante tem sido especulado pela imprensa italiana na Internazionale de Milão. No primeiro caso, a diretoria trataria de ofertas diretamente com o clube interessado. Mas no segundo não teria muito que fazer, já que Pato está emprestado ao Tricolor pelo Corinthians.

Frente à possibilidade de perder jogadores importantes logo quando consegue melhorar a equipe, Muricy não se assusta. “A gente tem obrigação de ir atrás e repor”, lembra, esbanjando praticidade. “Nenhum jogador aqui é inegociável, o presidente tem razão”, finaliza.

 

Fonte: Gazeta Esportiva

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