Após DIS, melhora de Ganso passa por ‘agente psicólogo’ e autocrítica

Paulo Henrique Ganso protagonizou a maior transação financeira entre dois clubes do Brasil na história do futebol. Em setembro do ano passado, deixou o Santos por R$ 24 milhões para vestir a camisa do rival São Paulo. Meses passados, demorou a conquistar a tão esperada titularidade e não conseguiu render o esperado – trajetória que vem mudando desde o início do segundo semestre. Coincidência ou não, a data marca a ruptura do meia com a DIS e o início dos trabalhos com o novo agente, Giuseppe Dioguardi.

Segundo quem vive a rotina do São Paulo e está próximo ao meia, a troca fez bem a Paulo Henrique Ganso. Desde então, notou-se maior compromisso do jogador com o clube e as atuações melhoraram.

Ganhou a titularidade com Paulo Autuori, fez bons jogos contra Flamengo, Fluminense e Botafogo e agora sobe ainda mais de rendimento com Muricy Ramalho. Contra a Ponte Preta, há uma semana, na reestreia do treinador, Ganso foi bastante participativo, deu assistência a Luis Fabiano e fez um de seus melhores jogos desde a contratação.

Ganso não rompeu com a DIS para trabalhar com Dioguardi. O jogador não quis renovar contrato de representatividade e não apresentou maiores explicações à empresa do Grupo Sonda, que gerenciou sua carreira desde a base na Vila Belmiro. Depois, passou cerca de um mês à procura de agentes e ouviu ofertas e metodologias de trabalho.

Quando escolheu Dioguardi, achou alternativa para se livrar de problemas pessoais e foi aconselhado a fazer autocrítica sobre a própria situação. O novo estafe assumiu pendências extracampo e pensou na possibilidade de acompanho psicológico, mas não julgou necessário.

Ganso, então, teve acompanhamento para que se recuperasse dentro de campo. Ouviu do agente para que deixasse o passado no Santos e na seleção brasileira para trás, e para que recuperasse a emoção em jogar. Outra iniciativa foi fazer com que o atleta assistisse aos próprios jogos pela televisão, para que identificasse e corrigisse os erros.

Quem está mais próximo de Ganso desde então é o goleiro Rogério Ceni, que apadrinhou o meia nos últimos meses. O capitão tem ficado perto do companheiro até em momentos em que não estão treinando ou jogando.

Desde a última semana, quando retornou ao São Paulo, o técnico Muricy Ramalho falou em montar uma equipe ao redor de Ganso, para que o meia pudesse render o que sabe. Muricy trabalhou com o jogador no Santos desde abril de 2011 – lado a lado conquistaram a Copa Libertadores. Na última semana, o treinador falou que o camisa 8 seria titular e que, para isso, montaria uma equipe com laterais ofensivos, volantes com boa saída e pontas rápidos,  para que Ganso pudesse atuar como armador.

Nessa quarta-feira, Ganso será mais uma vez titular.  Jadson, companheiro de posição, estará na ponta direita.

O São Paulo ocupa a 16ª colocação do Brasileirão, deixou a zona de rebaixamento no último domingo, ao vencer o Vasco, mas poderá voltar caso seja derrotado pelo Atlético-MG no Morumbi. Em caso de vitória, poderá passar a brigar por posições intermediárias na tabela.

 

Fonte: Uol

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