Alvo de crítica, gramado do Morumbi começa a passar por reforma

Criticado pelos próprios jogadores do São Paulo nesta temporada, o gramado do Morumbi começou a passar por reforma na manhã desta quinta-feira. A obra tem duração prevista para dois meses e é justamente uma resposta às reclamações ouvidas pela diretoria.

Em setembro, a culpa por uma chance de gol desperdiçada por Alexandre Pato recaiu sobre outro funcionário do clube. “O cara que cuida do gramado tem que ver. A bola subiu. Tem muita gente que reclama”, disse o atacante, após ter chutado para fora uma bola recebida de frente para a meta, sem goleiro, contra o Sport.

De muito longe, sem saber que a bola não passou exatamente por cima da linha, o goleiro Rogério Ceni deu razão ao companheiro. “As linhas (do gramado) estão ruins, e a bola quica mais. Não sei se é devido aos shows, o pessoal pula muito, pode ser que atrapalhe. Se você puder mostrar as linhas, vai ver que ela é, sim, sobressalente”, referendou o capitão, na ocasião.

O cara que cuida do gramado, o engenheiro agrônomo argentino Daniel Tapia, ignorou a crítica de Pato, mas se defendeu. “Faz 25 anos que o São Paulo não reforma o gramado. Só isso, não tenho mais nada a falar”, observou, em contato com a Gazeta Esportiva.

Divulgação

Funcionários do clube ajudam nos serviços de reparo do gramado, iniciados na manhã desta quinta-feira

No intervalo das últimas partidas da equipe como mandante, funcionários do São Paulo caminhavam lado a lado pelo campo para tapar eventuais buracos depois da disputa do primeiro tempo. Antes da segunda semifinal da Copa Sul-americana, contra o Atlético Nacional, foi necessário usar rodo para ajudar a escoar a água do gramado encharcado – a drenagem não suportou a chuva que caiu durante aquela tarde na capital paulista.

Internamente, além de citarem o desgaste natural do tempo, pessoas responsáveis pelo cuidado da grama sempre criticaram a realização de shows. O Morumbi não é palco de evento musical desde a apresentação da banda britânica One Direction, em maio, mas receberá a norte-americana Foo Fighters, em 23 de janeiro. Procurado pela reportagem, o diretor de estádio, Elias Barquete Albarello, afirmou que a reforma não impedirá o evento.

As primeiras partidas com mando são-paulino em 2015, porém, talvez tenham que ser transferidas. Marcado para 4 de fevereiro, o jogo frente ao Capivariano, válido pela segunda rodada do Campeonato Paulista, dificilmente será no Morumbi.

 

Fonte: Gazeta Esportiva

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