Aidar procura executivo para acalmar a crise financeira do São Paulo

Depois de sete meses na presidência do São Paulo, Carlos Miguel Aidar já tem em mente todo o plano para tentar acabar com as dívidas do Tricolor. Este ano, por exemplo, o clube do Morumbi fechou com déficit de quase R$ 100 milhões. Assustado com a crise financeira tricolor, Aidar prega mais transparência, algo que ele não via em Juvenal Juvêncio, ex-aliado e agora desafeto.

– A grande dificuldade é que não se trabalhava, no passado, com informação e transparência. Quem começou a abrir o São Paulo fui eu. Acho que a transparência da gestão é fundamental. Hoje, dou informação sobre tudo: quantos sócios o clube tem, quanto se gasta com futebol, quanto custa o estádio, a parte social – falou Aidar, em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo.

Ao falar sobre o ex-presidente Juvenal Juvêncio, Aidar já foi mais incisivo em outras entrevistas. Nessa, ele foi curto e grosso sobre a relação com o antigo aliado.

– O relacionamento deixou de existir. O Juvenal foi meu amigo durante 30 anos.

O novo presidente quer cada vez mais profissionalizar o São Paulo. Pretende contratar um executivo para tocar o dia a dia do clube, um diretor financeiro e outro de operações. A ideia de Aidar é fazer o Tricolor “quase” uma empresa.

– Eu estou criando uma estrutura que não existe em nenhum clube de futebol. Porque todos eles são sociedades civis sem fins lucrativos, e eu estou começando a trabalhar como se o São Paulo fosse uma sociedade de capital aberto. Por exemplo: vou passar a censurar diretor que fala demais. Porque, para ficar bem na fita, muito diretor passa informação adiante que pode complicar o andamento de um negócio. Só tem uma maneira de evitar que esse tipo de coisa aconteça: imprimir uma gestão profissional. E como fazer isso? Tenho dois headhunters no mercado à procura de um CEO (executivo). E vou contratar também um CFO (financeiro) e um COO (operações). Quero montar nesse tripé o dia a dia da gestão do clube – acrescentou.

Quem assumir essas funções vai viver na berlinda, de acordo com a política a ser implementada pelo presidente Carlos Miguel Aidar, aquele que vacilar está fora.

– A cada três meses, os diretores receberão um farol: verde, amarelou ou vermelho. Quem repetir duas vezes o vermelho está fora, tchau e bênção, é trocado por outro. A escolha é minha, eu que convido os diretores. Vou criar uma política de compliance no São Paulo – finalizou o presidente.

Fonte: Globo Esporte

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