Aidar garante Muricy no cargo, mas diz que paciência está no fim

Carlos Miguel Aidar assegura que não demitirá o técnico Muricy Ramalho por causa dos maus resultados na temporada. Mas, em 45 minutos de entrevista, nesta quinta-feira, no CT da Barra Funda, o presidente do São Paulo usa um discurso mais ameno para mostrar que não está contente. O Tricolor e o treinador estão pressionados.

– Não mudei minha opinião. Eu aprendi com meu pai (Henry Aidar), que para mim foi o maior dirigente do futebol brasileiro. Ele dizia para não reagir debaixo de emoção porque nunca será a melhor solução. O Muricy é o treinador e será o treinador enquanto eu for o presidente. A longevidade do treinador ajuda a trazer o resultado. Está fora de cogitação mudar o treinador, a não ser que ele queira – afirmou.

O dirigente, porém, usou uma brincadeira para externar sua insatisfação com o que acontece no Morumbi. O São Paulo não engrena no Brasileirão, está sete pontos atrás do líder Cruzeiro. Pior, foi eliminado da Copa do Brasil em casa diante do Bragantino, um dos últimos na Série B. O Tricolor poderia perder até por 1 a 0 que avançaria. Levou 3 a 1. E de virada.

– Segundo minha terapeuta, minha paciência está no fim. Ela me disse: “Carlos Miguel, tenha um pouquinho mais de paciência. Em mais duas semanas o time entrosa” (risos). O São Paulo tem tomado muitos gols de bolas aéreas. Não é por falta de treino. Está faltando alguma coisa? Está. Não dá para tomar de três do Bragantino – ressaltou.

A diretoria do São Paulo acreditava que a parada para a Copa do Brasil seria decisiva para o time se acertar. O Tricolor até venceu o Bahia com uma boa atuação, em Salvador, mas voltou a decepcionar em seguida. Aidar cobra, fala em insatisfação, porém, diz não saber onde está o problema.

– O time deveria estar produzindo melhor. O São Paulo perdeu sete pontos que não poderia ter perdido. Poderíamos estar na liderança do Brasileiro. Tomamos gols incríveis. Você pode ter um ou outro momento infeliz. O São Paulo está repetindo momentos infelizes. Alguma coisa está errada, mas não sei o que é.

Apesar do discurso de garantir o emprego de Muricy, nos bastidores, a pressão aumentou consideravelmente no segundo semestre. O treinador deve, pelo menos, encerrar o Brasileirão no clube. Caso não consiga o título ou uma vaga na Taça Libertadores, o adeus ficará mais próximo. 

 

Fonte: Globo Esporte

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