Agora no SP, Dória era desejo do Corinthians e quase foi alvo de “chapéu”

Último reforço a chegar no São Paulo para 2015, Dória também representou a negociação mais difícil. E, em duas etapas desse processo, defender o Corinthians que ele agora deve enfrentar na quarta-feira, pela Copa Libertadores, foi uma possibilidade real.

A primeira discussão interna no Parque São Jorge se deu ainda no início do mercado de transferências. Sabedor de que o titular Anderson Martins não iria permanecer para 2015, o gerente de futebol Edu Gaspar e a comissão técnica pensaram em Dória como uma das possibilidades. Como se sabia que o empréstimo era difícil naquele instante, alguns movimentos foram feitos para tentar comprar o jovem zagueiro em definitivo.

Dono de direitos econômicos de uma série de jogadores do Corinthians, o empresário Fernando Garcia foi consultado sobre a possibilidade de realizar um aporte e adquirir Dória do Olympique de Marseille-FRA. Garcia conversou com alguns parceiros, com o estafe do zagueiro e se animou.

Além de ter ótimo relacionamento com Vincent Labrune, presidente do Olympique, Garcia era um dos sócios nos direitos econômicos de Dória quando ele trocou o Botafogo pelo clube francês em 2014. Por outro lado, dois motivos determinaram o recuo que viria. O investimento seria elevado (algo em torno de R$ 27 milhões) e a relação com Edu Gaspar e o agora presidente corintiano Roberto de Andrade já não era das melhores.

Dias depois, o nome de Edu Dracena entrou em pauta com sugestão feita pelo médico Joaquim Grava, bastante ligado à administração corintiana. E Dória, naquele momento, também só era possibilidade para clubes europeus. O Olympique não cogitava um empréstimo para o futebol brasileiro até que a janela de transferências da Europa se fechasse no dia 31 de janeiro. Ali, Dracena já tinha assinado contrato com o Corinthians.

Quando o período se encerrou e o São Paulo tinha a palavra de um empréstimo para o futebol brasileiro, o Corinthians foi consultado. A direção tricolor hesitava em alguns termos do negócio e o estafe de Dória chegou a conversar sobre a chance de coloca-lo no rival, mas prevaleceu a prioridade que existia desde dezembro para os são-paulinos. O Cruzeiro, vale lembrar, também pediu um empréstimo ao Olympique e tentou atravessar a negociação.

Personagem de disputa no mercado, Dória agora já é do São Paulo até o meio do ano e um dos nomes a serem seguidos de perto no clássico de quarta-feira, um duelo desde já histórico por ser o primeiro entre os rivais na Libertadores. Apesar de ter estreado no sábado passado, o zagueiro ainda não é certeza para o time titular, e Muricy Ramalho promete levar o mistério até a última hora no Itaquerão.

 

Fonte: Uol

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