Abilio Diniz diz que caso Iago é “batom na cueca” do São Paulo

A reunião do conselho deliberativo do São Paulo nesta segunda-feira teve presença do empresário Abilio Diniz e discutiu o caso Iago Maidana, entre outros temas polêmicos da atual gestão do clube. Convidado por Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, presidente do órgão, Diniz afirmou ao discursar para o conselho que a mal explicada contratação do zagueiro de 19 anos é o “batom na cueca” do São Paulo.

Iago Maidana pertencia ao Criciúma e deixou o clube de Santa Catarina ao ter 30% dos direitos econômicos comprados por R$ 800 mil pela Itaquerão Soccer, segundo a própria empresa, que atuou como investidora no caso – prática ilegal desde maio, segundo determinação da Fifa. O jovem zagueiro passou dois dias registrado no Monte Cristo, clube da terceira divisão de Goiás e parceiro da Itaquerão Soccer, e teve 60% dos direitos econômicos comprados pelo São Paulo por R4 2,4 milhões – R$ 1 milhão à vista, R$ 1 milhão parcelado e R$ 400 mil caso o jogador venha a fazer dez jogos pelo clube.

Além da possibilidade de ser punido no STJD por ter descumprido a nova lei da Fifa em relação à participação de investidores em direitos econômicos, o que preocupa o São Paulo principalmente é a diferença entre o valor pelo qual Iago Maidana deixou o Criciúma e pelo qual foi comprado pelo São Paulo. O atleta poderia ter sido contratado por um terço do valor investido. Nesta segunda-feira, no conselho deliberativo, membros cobraram explicações e sugeriram que houve mau uso do dinheiro do clube no caso.

Além do caso Iago, outro ponto debatido na reunião do conselho deliberativo foi a criação de um comitê de acompanhamento da auditoria. A diretoria contratou a KPMG para auditar contratos do clube, e Abilio Diniz se propôs a pagar, mas agora cobra que todos os contratos e também balanços e balancetes sejam auditados. O comitê de acompanhamento foi aprovado por unanimidade.

O grupo de conselheiros que sugeriu uma moção de desconfiança contra a gestão de Carlos Miguel Aidar conseguiu, segundo informado pelos assinantes, coletar 62 assinaturas entre conselheiros – que são 240, no total. A iniciativa, como esperado, não conseguiu abrir votação por falta de quórum, mas aparece como alerta político à atual diretoria.

A reunião ainda tratou de outros temas, como o contrato de comissão no contrato da Under Armour, para a empresa Far East, que tira R$ 18 milhões do clube e ainda não foi aprovado. Segundo relatado por conselheiros, membros da diretoria sugeriram que a dívida com a empresa de Hong Kong, do norte-americano Jack Banafsheha, seja retirada da dívida do clube, uma vez que não será paga. Não houve, no entanto, decisão sobre o caso.

 

Fonte: Uol

7 comentários em “Abilio Diniz diz que caso Iago é “batom na cueca” do São Paulo

  1. Nesse negocio todo o único que pode ser punido é o time de Goias , pois foi ele quem fez a transação com o Criciuma , para o São Paulo não pode ter problema , pois segundo as informações os empresários tiveram interferência na transferencia do time de Sta Catarina para Goias .
    Pelo que está noticiado os empresários compraram 30% do Criciuma e venderam 60% para o São Paulo , isso significa que 30% já eram desse time de Goias .

    Outra coisa precisa ver como foi a transação se os empresários emprestaram o dinheiro e o Monte Cristo pagou , não vai ter problema para ninguém, só terá problema se o pagamento foi direto da conta dos empresários direto para o Criciuma.

    Agora se o time do Goias for punido por empréstimo feito por um empresario , o que dizer do Palmeiras então..

  2. Provavelmente boa parte da dívida com os chineses, 18 milhões, já foi quitada com o dinheiro da venda do Boschilia, considerando a denúncia do CEO do Abílio, de que todo o dinheiro foi gasto em menos de duas horas para pagamento de “empresários”…
    Como comentei anteriormente, essas reuniões são só para “marcação de território”. Qualquer “cenourinha” oferecido aos “conselheiros” e tudo fica como está, porque está muito bom… para alguns.

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