Amigo são-paulino, o São Paulo demitiu Hernam Crespo nesta quarta-feira. O anúncio foi feito no site oficial e diz que houve comum acordo entre as partes. Vou tentar aqui analisar o conteúdo central e o periférico. Começo pela segunda parte.
Júlio Casares, por diversas vezes, disse a esse editor que comissão técnica que entrasse com ele permaneceria com ele até o final da gestão. Naquela época os nomes dessa comissão tinham Muricy Ramalho e Rogerio Ceni. Muricy veio. Rogerio se antecipou, foi para o Flamengo e estragou os planos.
Casares sempre deixou claro que a comissão que comandou o São Paulo no Brasileiro que seguia, e que fora montada por Raí e Leco, não continuaria. Apoiou Fernando Diniz, mas o demitiu antes mesmo do fim do Brasileiro.
A escolha de Crespo foi um parto. A diretoria fez entrevistas com vários treinadores. Naquele momento apostei na astúcia jornalística de Carlos Belmonte para entrevistar, de Muricy Ramalho para analisar tecnicamente os candidatos e Júlio Casares para….para…cartolar.
Veio Crespo, elogiado por todos em vários momentos. Ganhou o Campeonato Mundial Paulista. Só faltou lhe colocarem uma placa na frente do Morumbi. Os dirigentes, sim, saíram com a taça nas redes sociais, comemorações a mil.
Aí veio a decepção. Eliminações e briga para fugir do rebaixamento do Brasileiro. E Júlio Casares mostrou que é mais do mesmo. Aliás, Carlos Belmonte também mostrou que virou um verdadeiro cartola. Deu uma entrevista na terça-feira garantindo a permanência de Crespo. E Júlio Casares não cumpriu sua promessa de comissão técnica “eterna” e demitiu o treinador.
Agora vou ao conteúdo. Crespo perdeu a mão do elenco, já não conseguia mais fazer o time jogar. O time andava em campo. Mas aí falhou também Muricy Ramalho, que tinha por obrigação do cargo que ocupa chamar o elenco para uma conversa e dar uma dura. E se fosse o caso, interceder na teimosia de Crespo.
Por tudo que vem acontecendo, me coloco contrário a sua demissão. Clubes que estão prestes ao rebaixamento é que trocam de técnico ao menor problema. Vejam o que fizeram Grêmio e Bahia. Parece que nos encontramos nesse meio.
Sei que com Crespo não poderíamos chegar muito longe. Só que o campeonato está no fim. E sem ele acho que a situação só tende a piorar.
Para encerrar, um post do setorista do São Paulo, Marcelo Prado. Sai Crespo e ficam Leonardo Serafim, Douglas Schwartzmann e Carlos Miguel Aidar (Conselho Consultivo). Isso mostra bem o que o São Paulo é hoje.